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Para Que Vim
Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.
Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.
Texto: Gilberto Lopes
Criador do Blog.
terça-feira, 28 de novembro de 2017
Histórias de Beiradeiro "Milonga", por Zelito Nunes

Poesia: A poesia de Nenen de Santa

Minha carcaça cansada
Eu debaixo da latada
Numa rede cochilando
Para o firmamento olhando
O infinito sem fim
Névoas cor de marfim
Num teatro de fantasias
Os risos e alegrias
Que a vida escondeu de mim.
No começo da baixada
De esquisita a chapada
Ta parecendo um deserto
Pelo caminho aberto
Somente sombras transitam
E as corujas crocitam
Magoadas e queixosas
Sua canções dolorosas
Parece que me visitam
Nenen de Santa
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
MÚSICA Morre o cantor e compositor pernambucano Tito Lívio, aos 60 anos
O velório será no Palácio dos Governadores, sede da Prefeitura de Olinda, e os familiares ainda estão acertando os detalhes referentes ao enterro. Tito deixou uma única filha, Lara Lívia, de 20 anos. O cantor Jota Michiles, amigo próximo dele, lamentou a perda afirmando que o encontrou ontem para um café.
"Ele me parabenizou e disse que, neste carnaval, iria 'colar' em mim. Falou: 'Vamos juntos, vamos lá'. É uma pena que se foi. Tínhamos uma relação muito boa, recebi essa notícia nesta manhã com muita surpresa. Ele costumava cantar minhas músicas e meus frevos nos shows". lembrou Michiles.
Uma das suas músicas mais populares, Arreio de prata, foi interpretada por Alceu Valença ao lado de Rodolfo Aureliano. Tito também lançou Lua viva, com Lula Cortês e participação de Elba Ramalho.
Marco Polo Guimarães, integrante da Ave Sangria, se definiu como companheiro de estreada de Tito, já que o ambos fazem parte da geração musical desenvolvida na década de 1970. "É uma pena porque ele tem uma contribuição boa para a música pernambucana. Foi uma presença forte, marcante. É lamentável e sempre triste perder não só um amigo, mas um grande artista. Fizemos parte do mesmo processo", definiu ele.
Poesia: Pé quebrado > "No bar de João Macambira", um poema de Everaldo Leite

Pé Quebrado.
Se encontrava e bebia
Falava de poesia
Numa frequência amiúde
Ontem domingo não pude
Ouvir Dedé de Tabira
Poeta que me inspira
Que também é meu amigo
Não pude estar contigo
"No bar de João Macambira"
Como ponto de cultura
Que me lembra a formosura
Da música de joão Pequeno
Era bar simples mas pleno
Que o tempo passa e não tira
Lá Marcolino e Bira
Cantou Pedra de Amolar
Tempo que faz relembrar
"No bar de João Macambira"
Em São José do Egito
Por isso eu ressuscito
E trago para esse instante
Lembrança de estudante
Que o passado não tira
Quem lembra se admira
Como era no passado
O nosso encontro sagrado
"No bar de João Macambira"
Poetas e cantadores
Pessoas simples, doutores
No bar de Seu João passou
Quem não cantava, contou
Nem que seja uma mentira
Rochael e Evandro Lira
E Gilmar Leite Ferreira
Cícero e Júnior Siqueira
"No bar de João Macambira"
terça-feira, 21 de novembro de 2017
Poesia: "A escuridão D'alma", um soneto de Andrade Lima

E esta falta de luz é nos humanos,
Praticantes de atos desumanos
Com pessoas do bem, no dia-a-dia!
Que perdida ficou nos desenganos.
Mostra a ela a estrada, novos planos...
E clareia por dentro a alegria!
Pra que elas aprendam ver no amor
O sentido que tem a própria vida.
Pra que saiam de vez da escuridão
E na fé possam ver, luz colorida!
Em Teresina PI, 20/11/2017
domingo, 19 de novembro de 2017
Poesia: Diálogo do poeta Gilmar Leite com o poeta Augusto dos Anjos
LIVRO: "NA SOMBRA DE AUGUSTO DOS ANJOS". (Previsão para publicação, 2018)
Este luto sem fim que é o meu Calvário
E ansio e choro, delirante e vário,
Sonâmbulo da dor angustiado.
Meu peito túm’lo do prazer finado
Foi outrora do riso abençoado,
O berço onde as venturas se embalaram.
O mistério d’um peito que estertora
E o segredo d’um’alma que não sonha!
É minha sina perenal, tristonha
-- Cantar o Ocaso quando surge a Aurora.
Nos Versos tristes, mórbido e langue,
Onde as palavras têm a cor do sangue,
E no poeta as trevas são as vestes.
Fez alegrias no seu peito estanque,
N’alma de Augusto nada era exangue
Pois enxergava sangues incontestes.
O segredo de uma alma que não sonha”*
E as tristezas que não vão embora.
Pois em Augusto, eram melodias,
“Cantar o Ocaso quando surge a Aurora”*
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Poesia: A poesia de Nenen de Santa

Hoje a noite tá tão bela
Se mostrando para gente
A lua nova encantada
Vem sorrindo no nascente
E nebulosas multicores
Se enfeitam no Oriente.
Ao Morão do colchete
Relâmpago corta o céu
Inverno manda lembrete
E a rã rapa tranquila
No texto do tamborete.
Descem no céu, cadentes
Eu rápido faço um pedido
Paz e saúde a dementes
E a luz da sabedoria
Na treva dos inocentes.
Aroeira dando açoite
O concriz se aquietou
Foi fazer o seu pernoite
Vento músico divino
Tocando notas na noite.
É cinema de saudade
Parece que a natureza
Mim tem tanta amizade
Que me exibe esse filme
Pra me dar felicidade.
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Poesia: "O Sono", um poema de José Soares
O genial cantador José Soares, de Caruaru, compôs o poema O Sono, considerado uma pérola de perfeição poética. Confiram:
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
Poesia: "Apelo", um soneto de Diniz Vitorino

Seu perfil feminino inda me envolve,
Eu gritar que lhe quero ardentemente.
É chocante, é terrivel, não resolve.
Com qualquer gota d'água se dissolve,
Você só finge, não ama: simplesmente,
Deixa a dor, leva a paz, e não devolve.
Nem os beijos, que lhe dei, são todos seus,
Os conserve na face, sem saudade.
Me devolva a vontade de viver,
Qque ainda existo, mas vivo sem vontade.
Poesia: “Eu não tenho vergonha de contar Meu passado sofrido no sertão”, um mote glosado por Edmílson Ferreira
“Eu não tenho vergonha de contar
domingo, 5 de novembro de 2017
Poesia: “Quem se julga de Deus a semelhança não tem nada com Ele parecido.”, Um mote glosado pelos Nonatos

Mote: “Quem se julga de Deus a semelhança
Não tem nada com Ele parecido.”
Desconhece a verdade e a razão
Quem propaga ter Deus no coração
Pode ter coração mas Deus não tem
Quem de roupas possui um armazém
Faz questão por um taco de tecido
Se por metro vender é mal vendido
Se por quilo comprar rouba a balança
Quem se julga de Deus a semelhança
Não tem nada com Ele parecido. *
Seguidores de Deus por toda vida
E a caminho da terra prometida
Foi primeiro Abraão depois Moisés
Mas assim que Jesus botou os pés
Sobre a terra de Deus foi perseguido
Torturado, amarrado e abatido
Como um boi quando chega na matança
Quem se julga de Deus a semelhança
Não tem nada com Ele parecido. **
Quem mais diz aleluia e maravilha
Não pratica a metade do que diz
E quem critica o poder de seu país
Se chegar ao poder também humilha
Quem mais faz propaganda da partilha
É quem menos o pão tem dividido
Quem de graça oferece um comprimido
Quer ganhar a farmácia como herança
Quem se acha de Deus a semelhança
Não tem nada com Ele parecido. *
No pecado da carne se inunda
Tem a face da alma mais imunda
Do que a mosca que em todo canto senta
Quem se benze depois que se alimenta
Faz somente o sinal de agradecido
Mas das vítimas da fome é esquecido
Só se lembra de Deus quando enche a pança
Quem se julga de Deus a semelhança
Não tem nada com Ele parecido. **
Uma roupa de grife pra vestir
Um relógio do bom pra exibir
Está longe demais do que Deus quer
Quem mais diz eu só sou se Deus quiser
Não faz nada por onde ser querido
Traidor acha ruim quando é traído
E um velhaco acha ruim uma cobrança
Quem se acha de Deus a semelhança
Não tem nada com Ele parecido. *
Um ladrão passa a perna no seu sócio
Quem mais diz ser honesto no negócio
Passa gato por lebre e vai embora
O bandido que mata também chora
No velório do próprio falecido
E se for preso aparece outro bandido
Que o liberta pagando uma fiança
Quem se julga de Deus a semelhança
Não tem nada com Ele parecido **
Os palácios se nutrem dos barracos
Quem empunha a bandeira dos mais fracos
Não resiste ao suborno do mais forte
Quem comanda os sem roupa e sem transporte
Nem viaja de pé nem mal vestido
E quem defende o menor desprotegido
Nunca quis adotar uma criança
Quem se julga de Deus a semelhança
Não tem nada com Ele parecido. *
Come antes da folha ficar pronta
Pra ser feito o depósito numa conta
Telefona pra gente e manda carta
A Igreja que quer que a gente parta
Não quer ver seu tesouro repartido
Pode até existir, mas eu duvido
Que exista algum santo com poupança
Quem se julga de Deus a semelhança
Não tem nada com Ele parecido. **
Me dispor a fazer uma ação boa
Quem quer ser perdoado e não perdoa
É quem mais reza alto o Padre Nosso
Venha a nós é normal, mas vá ao vosso
Reino é muito difícil ser ouvido
E quem achar que tá salvo tá perdido
Que só gato esquecido na mudança
Quem se julga de Deus a semelhança
Não tem nada com Ele parecido. *
De calibre potente o homem sabe
Mas não faz uma arma que acabe
Com a fome que mata meio mundo
Abarrota de lixo o rio fundo
Joga óleo no mar despoluído
E vendo um pássaro cantar descontraído
Ele enquanto não mata não descansa
Quem se julga de Deus a semelhança
Não tem nada com Ele parecido. **


