Seguidores

Para Que Vim


Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Literatura de cordel recebe título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro

Reconhecimento foi feito nesta quarta-feira (19), pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


Resultado de imagem para cordel de arlindo lopes


A literatura de cordel foi reconhecida, nesta quarta-feira (19), como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. O título foi concedido por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A reunião ocorreu no Rio de Janeiro, com presença de representantes do Ministério da Cultura e da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. 

Em Pernambuco, o gênero ganha destaque em festivais e com o Museu do Cordel Olegário Fernandes, em Caruaru, reformado em 2013.

No mesmo município, a literatura também é valorizada pela Academia Caruaruense de Literatura de Cordel (ACLC), criada em 2005 com o objetivo de valorizar os poetas do passado e incentivar os futuros cordelistas. As homenagens ao gênero são feitas sobretudo em novembro, mês em que é celebrado o Dia da Literatura de Cordel.

Literatura de cordel virou patrimônio cultural — Foto: Oton Veiga/TV Globo
Literatura de cordel virou patrimônio cultural — Foto: Oton Veiga/TV Globo

 De acordo com a pesquisadora e escritora Maria Alice Amorim, que estudou a literatura de cordel no mestrado e doutorado, o título é uma forma de reconhecer um gênero que já sofreu preconceitos.

"Embora seja uma tradição reconhecida e admirada, ela também sofre uma série de preconceitos e, consequentemente, exclusões de alguns nichos literários devido ao caráter popular", explica.

Maria Alice, no entanto, acredita que a riqueza do gênero supera as discriminações já sofridas pelas produções e pelos escritores.

Literatura de cordel é comumente exibida em cordões em feiras e editoras — Foto: Oton Veiga/TV Globo
Literatura de cordel é comumente exibida em cordões em feiras e editoras — Foto: Oton Veiga/TV Globo

domingo, 16 de setembro de 2018

Poesia: “Se passar mais um ano sem chover Vai ficar pouca gente no Sertão” , um poema de Enoc Ferreira


Resultado de imagem para poeta enoc ferreira
Foto: Cristiane Luciano 


 “Se passar mais um ano sem chover
Vai ficar pouca gente no Sertão”

O Sertão está sendo castigado
Pela seca cruel que nos comove
Faz dois anos completos que não chove
Acabou-se a fartura do roçado
Não tem pasto pra o gado no cercado
Dese jeito se acaba a criação
Morre um bicho por falta de ração
Falta até urubu pra lhe comer
Se passar mais um ano sem chover
Vai ficar pouca gente no Sertão.

Já passou-se Janeiro não choveu
Fevereiro foi seco não pingou
Quando em março o inverno começou
Porém só uma chuva nele deu
Quem plantou a lavoura se perdeu
Com quarenta e seis dias de verão
Já que o povo não tem outra opção
A vingança que tem é só dizer:
Se passar mais um ano sem chover
Vai ficar pouca gente no Sertão.

Eu só sei que daqui pra o fim do ano
è certeza que a água vai faltar
Pra beber, pra lavar, pra cozinhar
Só se for de algum poço artesiano
Nessa água quem for lavar um pano,
Ela corta a espuma do sabão
Da que encrua caroço de feijão
Assim mesmo é melhor do que não ter
Se passar mais um ano sem chover
Vai ficar pouca gente no Sertão.

Sem chover o Sertão não vale nada
Pois a seca só trás calamidade
Carro-pipa abastece uma cidade
Mas água que traz é limitada
Ver-se a fila de latas na calçada
Todo mundo esperando o caminhão
Nisso o povo se agita ,faz pressão
Que o prefeito só falta endoidecer

Essa seca perversa foi quem fez
A miséria cruel que está se vendo
A pobreza humilhada recebendo
Uma feira que vem de mês em mês
Mas a feira que veio da última vez
Só foi óleo fubá e macarrão
Quando vem um punhado de feijão
Não há fogo que faça amolecer
Se passar mais um ano sem chover
Vai ficar pouca gente no Sertão.

Sertanejo tornou-se um flagelado
De lucrar já perdeu a esperança
Por que tudo demais a gente cansa
Esse povo já está desenganado
Disse um velho que vinha do roçado:
Já perdi toda minha plantação
Pra acabar com a safra de algodão
Só faltava o bicudo aparecer
Se passar mais um ano sem chover
Vai ficar pouca gente no Sertão.

Enoc Ferreira.

Fonte: Blog Defensor da Cultura Nordestina

sábado, 15 de setembro de 2018

Poesia: "Palhaço", um soneto de Antônio Nunes



PALHAÇO
 
Entre os encantos que permeiam a vida
O sorriso simples tem tanta beleza
Por que sendo ele envolvido em pureza
Revela as virtudes da boca atrevida

E quando a alma se mostra sentida
Sentindo dores, chorando tristeza
Somente o sorriso tem a sutileza
De esconder do pranto a dor tão doida

E apesar das cenas de alegria e dor
É possível ver a imagem do amor
Subindo a parede do peito em bagaço

E esse sorriso que provoca encanto
É o mesmo riso que esconde o pranto
No sorriso alegre do mesmo palhaço.

Autor: Antônio Nunes

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Flávio Leandro, Jackson Monteiro, Vinicius Gregório, festival de sanfona e recitais na 31ª Missa do Poeta, em Tabira


 

Começou, na terça-feira (11), mais uma edição da Missa do Poeta, evento que acontece na cidade de Tabira-PE, no Sertão do Pajeú e homenageia a memória do poeta Zé Marcolino (natural de Sumé-PB).
O evento que vai até o sábado (15), é realizado há 28 anos pela Associação de Poetas e Prosadores de Tabira (APPTA).
A APPTA, que sempre esteve atrelada à defesa do patrimônio cultural imaterial da arte, realiza desde 1994 a Missa em homenagem ao poeta paraibano, que valorizava as tradições nordestinas tendo uma forte sintonia com O Rei do Baião, Luiz Gonzaga, que gravou muitas das suas composições.
A atual presidente da associação, Neide Nascimento, afirma a necessidade de resistir com um evento que mobiliza tantos artistas e apreciadores da poesia nordestina é o que motiva. “Diante de tantas dificuldades, não medimos esforços para realizar mais uma edição do evento. Apesar da falta de incentivo cultural no país, conseguimos com parceiros e defensores da cultura arrecadar fundos para realizar a 31ª edição da Missa”, disse.
O evento este ano contará com várias novidades. Além do Festival de Sanfoneiros, da tão esperada Mesa de Glosas e da tradicional Celebração Eucarística, o evento trará palestras, chá poético e apresentações de danças.
Dentro da programação, apresentações de danças esta noite na Praça Gonçalo Gomes. Nesta quinta (13), às 19h acontece o 10º Encontro de Sanfoneiros na Praça Gonçalo Gomes.Sexta, várias atividades, com destaque para palestra Com Dr. Ney Araujo e Almir Reis sobre “A previdência do Poeta Repentista” na  Câmara Municipal dos Vereadores de Tabira às 15h, 7º Recital Feminino e a 22ª Mesa de Glosas na Escola Arnaldo Alves Cavalcante às 19h.
No sábado, às 19h, Celebração da Missa na Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios. Em seguida, às 21h, shows com Flávio Leandro e Jackson Monteiro. A apresentação será de Vinícius Gregório. O homenageado deste ano é o cantor Chico Arruda, de Sertânia.
Blog de Nil Junior

Poesia: "Soneto Solitário", um soneto de Rachel Rabelo


A imagem pode conter: oceano, céu, árvore, planta, ar livre, natureza e água

Soneto Solitário

No meu peito latejam sentimentos
Que misturam doçuras e lamentos.
Uns, germinam com a nova estação,
Outros, morrem na margem da emoção.

No silêncio, são flores pelos ventos!
No barulho, espinhos dos momentos!
Cada pétala traz sua proteção,
Abraçando o jardim do coração.

Vou regando com luzes cada flor
Para ver florescer o meu amor
E, os lírios tranquilos da saudade.

Já não temo o escuro deste leito,
O meu medo foi por todo desfeito
Pelas águas vibrantes da verdade.

Rachel Rabelo
a foto de perfil de Rachel Rabelo, A imagem pode conter: 1 pessoa, a sorrir, óculos de sol 

CANTIGAS E CANTOS

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Poesia: "Soneto ao Filho", um soneto de Diniz Vitorino




SONETO AO FILHO

Filho meu nunca faças o que eu fiz
E o que eu fiz não procure nem saber
Veja bem meu semblante que ele diz
O que eu tenho vergonha de dizer

Não matei, não feri, porque não quis
Ceifar vidas humanas pra viver
Meu mau foi cantar pra ser feliz
Tendo dor pra chorar até morrer

Que loucura meu filho, é ser poeta
Fingir que é filosofo, que é profeta
Sem reunir multidões pregar a esmo

Aos espaços mandar cantos fingidos
Procurar consolar os oprimidos
Quando o mais oprimido sou eu mesmo.

(Diniz Vitorino)

Fonte: Poeta Pajeuzeiro