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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Cultura>> Tem Cordel no Cinema

O paraibano de Pombal, Leandro Gomes de Barros, é considerado o Pai do Cordel Brasileiro. Nas palavras de Carlos Drummond de Andrade foi o “Príncipe da Poesia Brasileira”.
O cordel, como se sabe, é uma das mais expressivas manifestações literárias do Brasil. Nascida e fortalecida entre escritores e leitores das classes mais pobres, semialfabetizados ou mesmo analfabetos, com forte predominância no meio rural, virou um dos símbolos do Nordeste e já ultrapassa os 150 anos.
Nesta quinta-feira, 19/07/18, Leandro e o Cordel serão temas da sessão do Cineclube do Verso, em Tabira, a partir das 19h30, na Casa da Cultura. Esta é a sexta sessão do ano, sempre com acesso gratuito, acompanhamento de intérpretes de Libras e complementadas por bate-papos e recitais coordenados pelo Poeta Patrimônio Vivo da Cultura Pernambucana, Dedé Monteiro.
Nesta edição os convidados são a Mestra em Cultura Popular, ganhadora do Prêmio Leandro Gomes de Barros do Ministério da Cultura, Dulce Lima, e o poeta Cauã Silva, membro do Grupo Infância Rimada.
O Cineclube do Verso tem o incentivo do Funcultura e apoio da Prefeitura de Tabira. “A cada sessão temos consolidado o despertar de novos públicos pelo cinema e confirmado o êxito desta mistura entre cinema e poesia”, comemora o produtor cultural Alexandre Morais, responsável pelo projeto.
Fonte >> Blog de Nil Junior

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Poesia >> Vanilson Cabeção homenageia a poetisa Severina Branca



MINHA HOMENAGEM A GRANDE POETISA "SEVERINA BRANCA"

Ganho a vida na prostituição
Muitas vezes em troca de comida
Hoje vivo entregue pra bebida
Neste mundo sofrendo humilhação
Sou chamada mulher da perdição
Porque vivo no mundo das escuras
Me deitando com várias criaturas
Vendo um sonho de vida destruído
O silêncio da noite é quem tem sido
Testemunha das minhas amarguras.

Eu não tive família, nem morada
Minha casa era os negros cabarés
Meu transporte no mundo, foi meus pés
Fui a dama da noite enluarada
Hoje vivo na rua embriagada
Sendo exposta as vezes a torturas
E assim levo umas vida de loucuras
Meu presente é bastante oprimido
O silêncio da noite é quem tem sido
Testemunha das minhas amarguras.

Muitas vezes em alta madrugada
Me vendia por qualquer um palpite
Hoje em dia se recebo um convite
É de alguém pra sair do "mei" da estrada
E assim vivo eu desamparada
Do passado sentindo as queimaduras
Relembrando as minhas aventuras
Que ficou no presente esquecido
O silêncio da noite é quem tem sido
Testemunha das minhas amarguras.

Tenho as marcas de uma surra que levei
De alguém que já desfrutou de mim
Que com raiva tentou me dar um fim
Por motivos que nem mesmo eu sei
Sinto falta de quem eu mais amei
Quem jurava me dar muitas farturas
Acabou-se as minhas formosuras
Meu comércio de amor ficou falido
O silêncio da noite é quem tem sido
Testemunha das minhas amarguras.
Mote-Severina Branca
Foto de Vanilson Cabeção. 

CANTIGAS E CANTOS

domingo, 15 de julho de 2018

Memórias:"Festa Universitária", um texto de Arlindo Lopes



Atenção São José do Egito. Silêncio. Escutem...
Estão ouvindo lá do lado da ponte? É o eterno hino do poeta Paulo Cardoso: “São José do Egito, sóis promessa dos céus e viveis protegida sob as bênçãos de Deus...” é o Carro da Pitú se aproximando para animar o povão na Festa Universitária.
-Abram a roda para com “Lia na Ciranda dançar”.
-Acorda Cavalo Brabo, Ancureta, João Guará, Biu Sanharó, Nêgo Toninhos, Titela, Teófo, Chico de Telvina, Dito de Anselmo, Jurandir Bocão...
- “A cacimba vai abrir!”, dizia Otoni Rodrigues com sua gravíssima e bela voz.
Prepare o seu coração... vai começar o bombardeio.
- Veja, lá na rua de cima: É Zé Augusto, Antônio José de Lima e Jureca, no meio dos atiradores de Bacamartes.
- E agora? Corre menino que o “Boi de Severo” vai pegar.
- Chama Pio ou Zé Boião para domar e matar o Boi
- E quem é esse tão poupeiro?
- É “Rubens da Burrinha”, com o seu “zoológico”, dando show e botando as crianças pra correr.
-Vejam o diretor Cultural Luizinho Gomes conduzindo a Banda  de Pífanos de Riacho do Meio. Cabras dos bicos afinados. E a plateia calorosa aplaude.
- Calma aí, não chore meu amigo “Beto de Pajé”... é o poeta Cancão declamando o poema “Meu Lugarejo”, e, estão com ele no palanque os poetas: Zé Catota, Lourival Batista, Job Patriota, João Campos, Zezé Lulu, Ismael Pereira... e o poeta Sebastião Siqueira “O Beijo” da poesia diz no microfone: “Ainda estão chegando Zé Rabelo, Manoel Filó, Professor Zé Silva e outros mais...
- E mais tarde no “Barracão Universitário”, teremos a cantoria com os repentistas:  Ivanildo Vila e Geraldo Amâncio. A emoção toma conta da “Rua da Baixa”.
- Nisso, João Bem-te-vi convida Bosco de Nêga e Lostiba para ouvirem o seresteiro João Pequeno soltar sua romântica voz.
- Vamos todos ao cinema de Chico Silva para ver o destemido Edinaldo Leite, saindo do “Subterrâneo Teatral” para denunciar as injustiças da ditadura.
- Cuidado, amigo a polícia quer te pegar! Não sente medo porque está na companhia de Giba Mansinho, Flávio Lira, Socorro Brito, Pirraia, Lostiba, Geomar, Tremendão, Isa Gomes, Gorete Veras...
- “Cabras da peste”. E este som desconhecido vindo da “Boate Universitária?”
- É o nosso “ Jimi Hendrix”, Haroldo Santos tirando um solo da guitarra de “Casa das Máquinas”...
- Caramba! Poxa! “Olha lá, no canto da parede, Zezé Baterista, o “Rato”, em pleno Sertão do Pajeú, nos anos 70 tocando a música “ Time” de Pink Floyd ... Incrível! E está acompanhando Carlinhos de Bernardo, Betinho de Vigário, , Cláudio Neguinho, Joacil Menezes, Inaldo Sampaio, Ivanildo Gomes, Raulino, Luiz Teixeira, Cícero Teixeira, David de João de Deus, Sales Rocha, Roberval Veras, Wilson Neguinho, Jorge Ressaca, Aluísio Lopes, Churrasco... é show!
Atenção Ronaldo Tiago “Pecos”, Tarcizio Leite, Marcos Brito, Guimarães, Olga Brandão, Rona Leite, Gilberto de Messias, Gerinha, Gilmar Leite, Cláudio Viana, Pedro Lira, Nenén de Zé Dudú, Cida de Jovino Clementino, Cal Siqueira, Mocinha de Zé Leão, Mauricinha, Pessoa,  Mirian Correia, Paulo Passos, Marcos Passos, Lamartine Passos, Arimateia, Gorete Moura, Gracinha Ferreira,  Carmita Viana, Gilberto Rodrigues, Rona de Marote, Jorge Veras, Jorge de Manu...

- Convidamos todos vocês para se encontrarem no Clube Hotel para receberem as bandas “Tuaregs e Ogírio Cavalcanti” para o grande Baile esta noite.
- Voltando a “Rua da Baixa”, Otoni Rodrigues entrevista os presentes!
- Quem é você?
_ Zé Pelado
- O que vai fazer?
- “Correr no Jegue”
- Abram Alas que a Jecana vai Passar
- E Otoni Continua. Quem é Você?
- “Bode Rouco”
- Vai fazer o que?  
- Vou participar e ser campeão da Ginkana Automobilística e sai do meio que já começou! 
- Venham todas as crianças para a “Manhã Infantil”, é o macaco “Janjão” distribuindo prêmios e balas para todos. Parabéns Pirraia, Churrasco e Luizinho.
- Em seguida Otoni Rodrigues convida Aline de Genecir Cabeleireiro para receber seu prêmio de 1º no concurso de dança.
- Neste momento vamos adentrar  o ”Barracão Universitário” para o grande recital e música ao vivo com o Artista Zeto.
-“Palmas pro Zeto”, o próprio assim dizia!
Enquanto isso a garotada “Alisa” o bolso dos pais lá no parque “Trianon”, ao som de Evaldo Braga e José Ribeiro.
O Grupo de Capoeira “Nêgo Fujão” do professor Formigão abriu a roda dando um show de Ginga. E ainda tem Teatro de Rua, Mamulengos, Grupo de Danças, Emboladores e outras atrações.
- O namorado pergunta para a namorada:
-Quer “Maçã do amor”?
-Ela Responde:
-Não, quero um “Cachorro-quente” de dona Chica e um “Rolete de Cana” na taboca, porque acho mais romântico!
         E têm mais eventos no Grupo Escolar Oliveira Lima, no Colégio Édson Simões, no Ginásio São José, no Cinema de Chico Silva, no Estádio de Futebol e no Centro Social Urbano. São tantos eventos que os horários se chocam.
- Como isso podia acontecer?
- Somente os Guerreiros Estudantes, daquele tempo teriam essa resposta.
- E hoje, o que resta? Saudosismo? Falta de cultura? Falta de apoio político? Falta de força de vontade? Perseguição? Falta de artistas? Falta de coragem?  Falta de UNIVERSITÁRIOS?
- Quer saber a diferença do passado com o presente?
- Vá confirmar hoje na RUA DA BAIXA!

Arlindo Lopes
16 de julho de 2014
Foto de perfil de Arlindo Lopes
CANTIGAS  E CANTOS

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Poesia >> Belinha Moreira homenageia o poeta, compositor e cantor Zeto do Pajeú

Foto de Belinha Moreira.

Meus aplausos para quem
Pelas retas viveu "Curvas"
Clareando as águas turvas
De um rio que passava além
Por Pequena Rezadeira,
Job, Cancão, Antôin Pereira
Zeto ao mundo eternizou
Uma vida Severina
Na paisagem nordestina
Do que Biu Doido aprontou

Pelas "Três da Madrugada"
Viveu cenário "Absorto"
Ao trazer de longe porto
Lisboa Revisitada
E em cada boca ressoa
A poesia de Pessoa
Zeto cantou sem "Segredos"
Caminhou no "Rastro Antigo"
E ao violão, seu amigo,
Encontrou novos enredos

Pelo caminho, "Andarilho"
Versejou por São José
Tantos lugares e "Até"
Teve Em Canto em cada filho
Nunca foi "Pela Metade"
Viveu qual intensidade
De uma forte "Queimada"
E uma linda parceria
Na Estrada, Zeto e Bia
Fizeram "Marcolinada"

Ao "Virtual Realismo"
"Realismo Virtual"
Poeta transcendental
Rompeu mesmice e achismo
Em cada alma deserta
Mostrou que a arte liberta
Ao ver na noite seu teto
Vate em psicodelia
Salve a música e a poesia
E a existência de Zeto!

Belinha Moreira
Foto de perfil de Belinha Moreira

CANTIGAS E CANTOS

sábado, 7 de julho de 2018

Morre, aos 97 anos, o cantor Feliciano Amaral

Artista cristão estava internado com quadro de pneumonia e derrame pleural
Morreu, neste sábado (7), o cantor Feliciano Amaral. Ele tinha 97 anos e estava internado no Hospital das Clínicas, em Rondônia, desde o dia 20 de junho, com quadro de pneumonia e derrame pleural (quando há acúmulo de líquido entre os tecidos que revestem o pulmão).
Feliciano Amaral nasceu em 1920 e inciou seu ministério em 1945. Seu primeiro disco foi lançado em 1948 e é um dos primeiros registros da música evangélica do País. Ele ainda aparece no Guiness Book como o cantor que esteve em atividade há mais tempo no mundo.
No dia 28 de junho, Amaral já havia sofrido uma parada respiratória e passou a respirar com ajuda de aparelhos.
O funeral será neste domingo (8) às 10h, na Primeira Igreja Batista de Rondônia, em Porto Velho, onde Feliciano Amaral pastoreou por vários anos. O sepultamento está marcada para às 16h no Cemitério de Porto Velho.
O anúncio foi publicado em sua conta do Facebook:
Às 6:30 de hoje, aos 97 anos, foi promovido à glória o cantor e pastor Feliciano Amaral. Começou as atividades como cantor evangélico em 1948, com a gravação do 1º disco de 78 rpm do catálogo da gravadora Atlas, ligada à Convenção Batista Brasileira. Este é um dos primeiros registros sonoros de música evangélica do País. O cantor Feliciano Amaral, conhecido como “ROUXINOL DO SERTÃO”, após 70 anos de ministério no louvor e adoração, silencia sua melodiosa voz aqui na terra, e entra no repouso dos santos, onde a eternidade o aguarda para o compor o coral dos santos imortais que pelos séculos dos séculos entoarão os cânticos de Sião. Seus olhos se fecham aqui, mas os louvores que alimentaram os famintos de alma, consolaram os abatidos e edificaram a fé inabalável firmada na Palavra de Deus, perpetuam o legado e história deste sacerdote do louvor. 

Deus console os familiares queridos e à todos os amigos e irmãos !

Pela Assembleia de Deus Tradicional no Amazonas/CEADTAM
Pr. Gedeão Menezes
Fonte pleno.news

Poesia > A poesia de Nenen de Santa


Foto de Gilberto Lopes.

Infinito céu sombrio
De aspecto amortecido
Onde nada tem colorido
Muito menos luzidio
A própria curva no rio
Se perde sem rumo certo
E um pálido céu deserto 
Chega nos congela a alma
Uma inquietadora calma
Nos mostra um mundo incerto.

O silêncio que apavora
Nos machucando a ferida
Acho que a própria vida
Daqui ela foi embora
Eu acho que a aurora
Não vai mais aparecer
Jamais irá aquecer
Esse recanto profundo
Espalhando luz no mundo
Para que eu possa viver.

Quase nada resta mais
A não ser, só eu mesmo
Qual louco que canta a esmo
Em vãos espirituais
Em abismos abissais
Trilhando o desconhecido
Como fantasma perdido
Em noites de ventanias
Na forca das agonias
Sufocando meu gemido.

Nenen de Santa. 

CANTIGAS E CANTOS