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Para Que Vim


Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Arcoverde: Feira Literária do Sertão tem atrações para todos os gostos

Arte: Grupo Cocar

 A 2ª Feira Literária do Sertão – Felis, que vai ser realizada em Arcoverde, de 29 de novembro a 02 de dezembro, na Praça Winston Siqueira, contará com uma programação extensa para todos e todas. Além da Feira de Livros, estão previstas uma Arena Cultural, Declamações, Rodas de Diálogos, Lançamentos de Livros, Palestras, o espaço infantil Felisinho e de culinária e literatura chamado de Felis Gastrô. Além disso haverá um festival de violeiros e um espaço de Contação de Histórias.

A segunda edição da Felis é uma iniciativa do Grupo Coletivo Cultural de Arcoverde – Cocar e da Companhia Editora de Pernambuco – Cepe, com o apoio da Prefeitura Municipal de Arcoverde, Fundarpe, Sesc, Associação Comercial – ACA, Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde – Aesa, Grupo LW, Retífica Arcoverde e Casa Rodrigues.

Por André Luis

Blog de Nil Junior

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Poesia: "Ato de caridade", um soneto de Djalma Andrade


foto:site Antoniomiranda.com.br 

ATO DE CARIDADE  

Que eu faça o bem, e de tal modo o faça,
Que ninguém saiba o quanto me custou.
— Mãe, espero de Ti mais esta graça:
— Que eu seja bom sem parecer que o sou.

Que o pouco que me dês me satisfaça,
E se, do pouco mesmo, algum sobrou,
Que eu leve esta migalha aonde a desgraça
Inesperadamente penetrou.

Que a minha mesa, a mais, tenha um talher,
Que será, Minha Mãe, Senhora Nossa,
Para o pobre faminto que vier.

Que eu transponha tropeços e embaraços:
— Que eu não coma, sozinho, o pão que possa
Ser partido, por mim, em dois pedaços.


Djalma Andrade 

 O Soneto Ato de Caridade,escrito pelo queluziano Djalma Andrade, foi traduzido em várias línguas,e foi considerado um dos 12 sonetos mais bonitos da língua portuguesa,pela Academia de Letras de Portugal.

Fonte: historiaegenealogialafaiete.blogspot.com

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Grupo Vates e Violas se apresenta no Festival da Vitória Régia




O show que faz a abertura da 40° edição do Festival traz sucessos de toda a carreira do grupo.

O Grupo Vates e Viola faz show de encerramento da circulação estadual da turnê "Diboa" no palco do primeiro dia do Festival da Vitória Régia que acontecerá na Praça de Casa Forte, na próxima sexta-feira (09).


O show que faz a abertura da 40° edição do Festival traz sucessos de toda a carreira do grupo que reúne nas suas canções ritmos nordestino como forró, galope, xote e baião e antecipa as comemorações dos 30 anos de trajetória musical a serem completados em 2019.

Estão no repertório músicas como "Um Terço do Recife""Clorofila" e "O Tempo e a Seca". Canções do álbum mais recente "Intensidade" e também novas músicas, como a faixa que dá nome à turnê e estarão em novo disco a ser lançado no ano que vem, também estão incluídas.

A apresentação gratuita, contará ainda com o recurso de audiodescrição para cegos e pessoas com limitação visual.

Com apoio do Funcultura, através da Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco, o Vates e Violas apresentou a turnê " Diboa" durante o segundo semestre de 2018, nas cidades  de Arcoverde, Ingazeira e Santa Cruz do Capibaribe.

Após a apresentação no Recife, o grupo segue para fazer novo show no Tipoia Festival, em Tracunhaém, Zona da Mata Norte, no próximo dia 18.

SOBRE O GRUPO VATES E VIOLAS

O Vates e Viola foi criado em 1989 pelos irmãos Miguel Marcondes e Luís Homero.

O grupo regional obteve notoriedade entre as décadas de 1990 e 2000 com sucessos na cena independente do Nordeste, incluindo a música “Instante Feliz”, escolhida pelo ex-produtor dos Beatles, David Barney, para integrar a coletânea “What’s Happening in Pernambuco?” (2008).

Atualmente o grupo conta com oito discos e um DVD gravados. Artistas regionais conhecidos como Amelinha, Flávio José, Petrúcio Amorim, Irah Caldeira e Santana - O Cantador, já gravaram canções feitas pelo grupo.

Miguel nos Vocais e Guitarra; Afonso Marques no Baixo; André Pernambuco nas Percussões; Mestre Nido no Acordeon e Ivo Lage na Bateria fazem parte da formação atual do Vates e Violas. 

SERVIÇO:
Show “Diboa” com Vates e Violas

Data: sexta-feira (9)

Local: palco do primeiro dia do Festival da Vitória Régia - Praça de Casa Forte

Horário previsto: 20h50

Entrada gratuita.

Fonte: entrevistavip.minhaoperadora.com.br

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Poesia: "Dores e consolação" um soneto de Zé Moura



No seu "Barco Sem Rumo", o poeta Zé Moura, natural da Prata, município da Paraíba, 
deixou esse belo poema no túmulo do seu filho, Carlos José, no dia dois de novembro de 1999.

DORES E CONSOLAÇÃO

Uns trazem flores outros trazem velas
Eu nem trouxe velas e nem trouxe flores
Eu trouxe apenas, meu filho! Minhas dores!
E assim mesmo vou voltar com elas.

Há flores brancas, flores amarelas,
Azuis, vermelhas e de outras cores
Tão primorosas, desprendendo odores
Sorvendo lágrimas que deixaram nelas.

Eu nada pude te trazer, meu filho!
Além das dores de um olhar sem brilho
De um pai que vive pesarosamente.

Mas um consolo levarei comigo
Foi ver quem pode deixar teu jazigo
Ornamentado merecidamente.

José Moura de Oliveira, "Zé Moura".

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Poesia: "Dia de Finados", um poema de João Batista de Siqueira "Cancão"


Foto: Imagem/Internet


DIA DE FINADOS

Raiou o dia, um soluço
Se espalhava choroso
Era o vento pesaroso
Que soluçava convulso
O sol focava debruço
Nas janelas do levante
O céu, um manto brilhante
Cravejado de cristais
Denunciava os sinais
De um dia emocionante

O sol brilhante surgia
Como um disco luminoso
O sino, triste e choroso
Penosamente batia
A branda aragem tangia
Suas notas sonolentas
As quais ecoavam lentas
Amedrontando as corujas
Por entre as paredes sujas
Das catacumbas cinzentas

O cemitério de abria
Por entre feixes de luzes
Capelas por sobre cruzes
Em toda parte se via
Só mesmo o vento bulia
As flores recém-abertas
As borboletas incertas
Esvoaçavam constantes
Pelos rosais verdejantes
Das sepulturas desertas

Cruzes erguidas aos pares
Uma ou outra vela acesa
Davam profunda tristeza        
Aos brancos véus tumulares
Os sepulcros seculares
Pareciam pensativa
Onde os espíritos cativos
Pediam, por compaixão
Uma pequena oração
Do mundo ingrato dos vivos

Pelos túmulos solitários           
O tilintar dos rosários
Ao brando sopro do vento
Algum jazigo cinzento
Cobertos de aranhóis
Nos parecia lençóis
Pelos tempos nodoados
Em muitas partes, queimados
Das ardentias dos sóis

Depois mansamente um hino
Em meia-voz entoavam
Suas notas se casavam
Ao som choroso do sino
Lá, no recanto, um menino
Lembrava o pai que perdeu
Lia no jazigo seu
Com todo esclarecimento
A data do nascimento
E o dia em que faleceu

Enquanto os ventos sopravam
Nas sinistras sepulturas
Das catacumbas escuras
Alguns morcegos voavam
Os marimbondos chegavam
Do telhado das pedreiras
Em procuras das carneiras
Onde fizeram moradas
Entre as casas penduradas
Nos recantos das caveiras

O filho lembrava aquele
Que o criou com carinho
Se ajoelhava pertinho
Da cruz do jazigo dele
Pedia a Jesus por ele
No mais doloroso ‘ai’              
Dizendo ‘Cristo, mandai
Remédio ao meu sofrimento
Que o filho de sentimento
Respeita os ossos do pai’

Via-se em cada rosto
Um triste desolamento
Os sinais de um sentimento,
As histórias de um desgosto
Cada qual fazia encosto
Nos sepulcros carcomidos
Lembrando os entes queridos
Pai, mãe, irmã, irmão
Que entre as cinzas do chão
Foram desaparecidos

A brisa fresca e macia
Que vinha lá do oásis
Passava dizendo frases
Que só Jesus entendia
Parecia que dizia
Coisas de quem já morreu
Pelo balbuciar seu
Mostrava nas sepulturas
Vestígios das criaturas
Que a terra ingrata comeu

Quem olhasse o cemitério
Nesse momento tristonho
Via a aparência de um sonho
Onde reinava um mistério
Tão lutuoso e funéreo
Na contínua solidão
Talvez nessa ocasião
Os nossos entes amados,
 Lembrando os gratos passados,
Chorassem no pó do chão

Vamos deixar o rancor
E viver sem ambição
Colocar no coração
Só pensamentos de amor
Orar com todo fervor
Desejando sempre o bem
Não odiar a ninguém
Pedir a Deus boa sorte
E esperar pela morte
Que com certeza ela vem

João Batista de Siqueira “Cancão”   
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Fonte: "Palavras ao Plenilúnio", JÚNIOR, Lindoaldo V. Campos, Editora Universitária, pags 225 a 228.

Linha do tempo de Sálvio Siqueira

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Poesia: "Madrugada em meu jardim", um soneto de Jansen Filho


Jansen Filho

MADRUGADA EM MEU JARDIM 

Um divino clarão vem do nascente 
E sobre o meu jardim calmo resvala! 
Na graça deste quadro reluzente, 
A aragem fria os meus rosais embala! 

Tudo desperta misteriosamente! 
E a luz cresce e se expande em doce escala, 
Avivando o Lençol resplandecente 
Da brancura dos lírios cor de opala! 

E o sol, doirando as franjas do horizonte, 
Celebra a missa do romper da aurora 
Na doce Eucaristia do levante! 

Da passarada escuta-se o clarim ! 
E a madrugada estende-se sonora, 
Na aleluia de luz do meu jardim ! 

Jansen Filho