Seguidores

Para Que Vim


Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Marciano, cantor sertanejo, morre aos 67 anos

Marciano não conteve as lágrimas na Arena da Festa do Peão de Barretos — Foto: Érico Andrade/G1
Marciano não conteve as lágrimas na Arena da Festa do Peão de Barretos — Foto: Érico Andrade/G1


O cantor sertanejo Marciano, que marcou a história da música sertaneja ao lado de João Mineiro, morreu aos 67 anos, em sua casa em São Caetano do Sul, São Paulo. O cantor sofreu um infarto fulminante. A informação foi confirmada na rede social do artista:

"É com imenso pesar que, em nota, confirmamos o falecimento do cantor Marciano, o Inimitável. Em breve, divulgaremos mais informações. Nesse momento, agradecemos o carinho de todos e pedimos orações à família."
Segundo uma amiga da família, o velório acontecerá na Câmara Municipal de São Caetano do Sul. De acordo com o local, o velório começa por volta das 12h e deve seguir até 16h20, quando o corpo segue para o Cemitério das Lágrimas.

O cantor, que nos últimos anos usava o título de “O Inimitável”, iniciou a carreira na década de 1970 formando a dupla Marciano e João Mineiro. Juntos, eles fizeram hits como “Ainda ontem chorei de saudade”, “Se eu não puder te esquecer”, entre outras.

O artista também é um dos compositores de “Fio de cabelo”, um dos maiores sucessos da música sertaneja. Com mais de 400 regravações, a canção de 1981 é uma das mais lembrada em bares e karaokês. “Quando a gente canta, o povão canta junto. É emocionante”, ele lembrou em uma entrevista ao G1 em 2017.

Após a morte de João Mineiro, em 2012, José Marciano gravou um álbum solo intitulado "Inimitável (2013)". O registro foi feito no Teatro Paulo Machado de Carvalho, em São Caetano do Sul.

Em 2015, iniciou um projeto ao lado de Milionário (ex-dupla de José Rico, que morreu naquele ano). Chamado de "Lendas", o projeto rendeu a gravação de um DVD em 2015, sendo lançado no mercado no ano seguinte.

Os cantores sertanejos Milionário e Marciano fazem o 1º show do projeto 'Lendas', em Ituporanga (SC), para mais de 25 mil pessoas. O reportório tem como base os sucessos das duplas Milionário e José Rico e João Mineiro e Marciano, além de canções inéditas — Foto: Cadu Fernandes/Divugação
Os cantores sertanejos Milionário e Marciano fazem o 1º show do projeto 
'Lendas', em Ituporanga (SC), para mais de 25 mil pessoas. O reportório 
tem como base os sucessos das duplas Milionário e José Rico e João
 Mineiro e Marciano, além de canções inéditas 
— Foto: Cadu Fernandes/Divulgação. 

sábado, 12 de janeiro de 2019

Poesia "A luz de dentro", um soneto de Flávio Petrônio


Nenhuma descrição de foto disponível.
Fotografia de Flávio Petrônio

A LUZ DE DENTRO

A luz de dentro é sol do melhor da gente.
Luz de fora é simples racionalização:
Legado da superfície em jogo da ação
De ser visível para nos deixar ausente.

A luz de dentro é de holística pungente:
Clarividente estando até na escuridão.
Luz de fora guarda conflito na tensão
De ser vitrine para expor o que ela mente.

Entre o nosso olhar e o eclodir do sentimento,
Que a sinceridade jamais ceda ao tormento
De duvidar da imensa luz que nos eleva.

Bendita seja a luz que em si mesma se inflama,
Na apoteose que cada ser vivo conclama
Distante dos engodos brilhosos da treva.

Poesia/soneto: Flávio Petrônio
Fotografia: Flávio Petrônio, Reguengos de Monsaraz – Portugal 2016.
A imagem pode conter: 2 pessoas, incluindo Flávio Petrônio, pessoas sentadas


CANTIGAS E CANTOS

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Carnaval de Rua: novo CD de Alcymar Monteiro

10/01/2019 15:11 em Carnaval de Pernambuco

O  carnaval  está  intrinsecamente  ligado  às  raízes culturais do povo brasileiro, sua origem vem da inquietação social da anarquia que circundam a alegria de nossa gente, que no período carnavalesco explodem de alegria como se risse do seu próprio destino.
O Frevo é Patrimônio Imaterial da Humanidade, é uma cultura musical repleta de plasticidade, alegria e brasilidade. No novo Trabalho Carnaval de Rua, Alcymar Monteiro demonstra todo seu apreço, toda a sua versatilidade, na promoção, na divulgação da trilha sonora do carnaval, a maior festa de rua brasileira. 
Na música de trabalho “Linda Boneca de Papel Machê” (Alcymar Monteiro) o artista constrói uma alusão de uma bailarina que deixava sua fantasia pendurada na janela e toda vez que o folião via a fantasia sem ela, só imagina ela sem a fantasia, que é a tradução imaginária do sonho fantasioso do realismo carnavalesco do nosso povo.

Nesse trabalho Alcymar Monteiro conta com a luxuosa participação de Elba Ramalho na interpretação de  “Chuva, suor  e cerveja”  (Caetano  Veloso), que sintetiza a linguagem carnavalesca dos Pierrôs e Colombinas que  resistem, persistem e não desistem de brincar o reinado de Momo mesmo debaixo de chuva, e marcam um encontro imaginário na porta da igreja.

O álbum é composto por 11 faixas, entre elas Garçon (Reginaldo Rossi), Patrimônio Imaterial da humanidade (Alcymar Monteiro) e 100 Anos de Frevo (Alcymar Monteiro).
Contatos: (81) 3031-3718 / 3050 / 1438
3325-3718 / 9.8240-9869
Email: alcymar@alcymarmonteiro.com.br

Fonte: pernambucomidiaeeventos.com.br

domingo, 6 de janeiro de 2019

Poesia: "O caçote lambe o chão Da cacimba que secou", um poema de Alexandre Morais



O CAÇOTE LAMBE O CHÃO
DA CACIMBA QUE SECOU

Quando a seca se espalha
Na paisagem sertaneja
Um bode triste bodeja
Pois o berro é sua fala
Quem pudesse transformá-la
Nos dizia: – ele berrou
Dizendo a vida mostrou
Que quando as águas se vão
O caçote lambe o chão
Da cacimba que secou

A campesina serena
Volta cedo do roçado
Expondo o corpo suado
Que o sol ressecou sem pena
Nasceu branca, tá morena
E com jeito que gostou
Diz o que alguém ensinou
Aqui no nosso torrão
O caçote lambe o chão
Da cacimba que secou.

Uma abelha voa perdida
Em busca de água e flor
Toda folha perde a cor
Gafanhoto perde a vida
Uma vaca recém parida
Do vivente que gerou
Lambe o beiço, diz eu dou
Com saliva a salvação
E o caçote lambe o chão
Da cacimba que secou.

Alexandre Morais  

Fonte  Jornal Besta Fubana – Repentes, motes e glosas

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Crônica: "Festa de Reis na Rua da Baixa", por Vera Leite




Vestido de pele-de-ovo, camisa de volta-ao-mundo, tudo isso era moda. Carro da Pitú* (sic) distribuindo cachaça para os inúmeros apreciadores da aguardente. Festa do povo. Povão. Não havia separação na Rua da Baixa, todo mundo era igual. Um espetáculo bom para se ver aos olhos dos hóspedes do Hotel Central que assistiam tudo gratuitamente.
            Dançar ciranda de mãos dadas e depois chupar rolete-de-cana-na-taboca, tomar refresco Ki-Suki quente com pão-doce ou mesmo comer maria-mole, tudo isso, oferecido à venda numas pequenas e singelas mesas de madeira, que se enfileiravam ao longo da rua e depois se divertir no carrossel até ficar tonto e vomitar. Luzes, muitas luzes e colorido caracterizavam o ambiente. As músicas do parque de diversão se confundiam com as cirandas de Lia de Itamaracá que tocavam no “carro de Otoni”. “Esta ciranda quem me deu foi Lia que mora na Ilha de Itamaracá...”. inesquecível canção.
            Todos queriam ver a mulher que se transformava em gorila diante de seus olhos. Ficavam todos muito espremidos naquele cubículo escuro até que uma bela jovem se transformava em gorila. Incrível! 
            Bingo? Sim. Esperar a pedra “boa”. Ouvir o locutor de o bingo dizer: “- de rombo”, quando se tratava de uma dezena que terminava em zero, era engraçado.
            Tinha barracas prontas e bem ornamentadas para fotografias, com paisagens ao fundo e até alguns acessórios, cavalinhos, chapéus, etc etc.
            A Ladeira da Rua da Baixa era um ror de gente subindo e descendo a noite inteira. A felicidade estava estampada na face de cada um. Era o maior acontecimento do ano pelas redondezas. Todos os habitantes da Zona Rural vinham em cima de carros, cavalos, como pudessem para prestigiar a Festa de Reis em São José do Egito.
            O Bambuzinho e o Recanto da Juventude ficavam lotados, as moças de família davam preferência ao Bambuzinho, “boate de classe”, mas não se pode negar que no fundo todas gostariam de ir ao Recanto da Juventude, com jogo de luzes piscando e a fantástica “luz-negra”. Fato é que, com o passar dos anos, ambas as boates eram frequentadas por todos, sem distinção.
            Alta madrugada. Silêncio, frio e a certeza de que “amanhã, tudo de novo”. Depois de quatro dias de festas... a saudade. Lágrimas rolavam ao ouvir o Carro da Pitú se despedir com a saudosa música “Eu vou embora, eu vou embora, eu vou embora adeus até outro dia...”
            Tudo isso soa tão estranho. Eu disse estranho? Com certeza não, para quem teve a graça de desfrutar as saudosas Festas de Reis nas décadas de 70 e 80. inFelizmente tudo muda e nada será como antes, porém, o sentido que cada um atribui aos momentos vividos, estes sim, são essenciais. 


Fonte: Blog Anauê aê

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Nelson Gonçalves, voz dos folhetins musicais, tem centenário de nascimento festejado em espetáculo de teatro

Nelson Gonçalves, voz dos folhetins musicais, tem centenário de nascimento festejado em espetáculo de teatro
Foto Reprodução de capa de disco

O ano de 2019 entra hoje em cena com a missão de fazer ecoar em todo o Brasil a voz já centenária de Nelson Gonçalves. Cantor de multidões, como o contemporâneo Orlando Silva (1915 – 1978), Nelson Gonçalves nunca foi celebrado pela modernidade como este referencial colega que influenciou até João Gilberto.

Nelson optou por deixar o nome na história da música brasileira pela eternidade do repertório formado por sambas-canção, boleros, tangos e outros gêneros passionais. Sim, a voz grave de barítono – cuja afinação e dicção impecáveis ocultavam no palco e nos estúdios de gravação a gagueira lendária do cotidiano – ardeu na fogueira das paixões folhetinescas do cancioneiro do Brasil pré-Bossa Nova.


Com roteiro centrado neste repertório de amores explícitos, um musical de teatro escrito em tom filosófico, Nelson Gonçalves – O amor e o tempo, estreia esta semana na cidade do Rio de Janeiro (RJ) para abrir as comemorações do centenário de nascimento deste cantor acidentalmente gaúcho, nascido em 21 de junho de 1979 na cidade de Sant'Ana do Livramento (RS) com o nome de Antônio Gonçalves Sobral, mas criado em bairros populares de São Paulo (SP).

Nelson Gonçalves, nascido em 1919, tinha voz de barítono aclamada pela afinação impecável — Foto: Reprodução de capa de disco
Nelson Gonçalves, nascido em 1919, tinha voz de barítono aclamada pela afinação impecável —                                    Foto: Reprodução de capa de disco

 Ao sair de cena em 18 de abril de 1998, Antônio já era Nelson. Aliás, para o Brasil, Antônio já tinha virado Nelson Gonçalves desde os anos 1940, década áurea da era do rádio. De 1941 a 1998, período em que esteve em atividade no mundo do disco, Nelson Gonçalves gravou uma centena de álbuns e quase duas centenas das velhas bolachas de 78 rotações por minuto.

Ao todo, entre LPs e compactos (os singles da época de Nelson), o cantor teria vendido estimados 50 milhões de cópias de discos. Número compatível com a popularidade deste intérprete que atravessou modismos e movimentos musicais sem nunca sair de moda sob a ótica dos fiéis ouvintes das rádios e dos discos do barítono.

Se Nelson quase saiu de cena na década de 1960, não foi por causa do carimbo de cafona posto pelos adeptos da Bossa Nova em todos os cantores que abriam o coração e o diafragma para dar vozes robustas às dores de amores. Foi porque a vida pessoal saiu momentaneamente dos trilhos.