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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Poesia: " A lagarta do tempo devorou os artistas maiores do repente", um poema de Geraldo Amâncio

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Conforme comentamos num texto anterior, perdemos hoje o poeta Louro Branco, repentista fenomenal.

Recebi do poeta Felisardo Moura o seguinte mote:

A lagarta do tempo devorou
os artistas maiores do repente. 

Rabisquei essas três estrofes.

A viola calou-se, o som sumiu,
Toda rima está vesga, o verso manco,
Com a morte do grande Louro Branco
Que a convite de Deus aos céus subiu.
Se tem substituto ninguém viu
No passado, nem vê atualmente.
Nós perdemos a última semente
Que o roçado do verso safrejou,
A lagarta do tempo devorou
Os maiores artistas do repente.

De poetas conheço uma porção,
Com as rimas polidas, versos prontos,
Deixam até os ouvintes meio tontos,
Boquiabertos com tanta perfeição.
Dizem que é improviso e não é não,
Vejo gente, enganando a muita gente.
Ah se Pinto viesse novamente
Pra mostrar como foi que improvisou.
A lagarta do tempo devorou
Os maiores artistas do repente.

Quede Onésimo Maia, com seu tino,
Zé Francisco, uma máquina de rimas,
Onde está Lourival, irmão de Dimas,
Quede Heleno o irmão de Severino.
A doçura dos versos de Galdino,
Com a voz afinada e estridente.
Esse time de ouro, competente,
Pra o gramado do céu Deus convocou.
A lagarta do tempo devorou
Os artistas maiores do repente.  

Geraldo Amâncio


Em homenagem aos grande repentistas, que merecem as bênçãos divinas. 

Fonte: Facebook do Autor/poeta

Compositor Flávio Henrique morre vítima de febre amarela em BH

Músico estava internado há uma semana em um hospital particular.

Compositor Flávio Henrique estava internado com febre amarela e morreu na manhã desta quinta-feira (18) (Foto: Frank Bitencourt/Divulgação)
Compositor Flávio Henrique estava internado com febre amarela e morreu na manhã desta quinta-feira (18) (Foto: Frank Bitencourt/Divulgação)

O compositor Flávio Henrique, 49 anos, morreu em decorrência de complicações por febre amarela às 7h30 desta quinta-feira (18), de acordo com o Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, e a Secretaria de Estado de Cultura. Ele estava internado deste a quinta-feira (11), quando deu entrada com estado febril.

Flávio Henrique era presidente da Empresa Mineira de Comunicação, órgão do governo responsável pela Rádio Inconfidência e pela Rede Minas.

Também músico e produtor, integrava o Quartelo Cobra Coral, tinha mais de 180 músicas gravadas e foi parceiro de nomes como Paulo César Pinheiro, Chico Amaral, Milton Nascimento e Toninho Horta. Ele tinha 8 CDs autorais e um DVD gravados, e o último trabalho é o CD "Zelig", lançado em 2012.

Desde o fim de semana, Flávio Henrique estava no Centro de Terapia Intensiva (CTI) com quadro clínico grave. Durante a internação, bastante abalada, a família preferiu não dar entrevista.

No fim do ano, o músico esteve em outra cidade da Região Metropolitana, onde tem casa, mas não há informações sobre o local da contaminação por febre amarela.

Ainda não há informações sobre o velório.

Por Alex Araújo e Flávia Cristini, G1 MG, Belo Horizonte

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Poesia: "O incêndio", um soneto de João Batista de Siqueira "Cancão"

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O INCÊNDIO
  
Sobe ao lado direito da ladeira
Turbilhão de fumaça espiralada
A labareda se eleva acompanhada
Do estalo ruidoso da madeira

Animais se dispersam na carreira
No bafo sufocante da queimada
Passa a ave piando embaraçada
Da quentura que atinge a mata inteira

Lavas cruzam, volteiam, se embaralham
Se misturam, mergulham, se esbandalham
Numa fúria de demônios poderosos

Já tudo devastado, apenas brilha
O braseiro, que ainda se enrodilha
Crepitando nos troncos resinosos

João Batista de Siqueira “Cancão"

*Soneto extraído do livro: Palavras ao Plenilúnio
de Lindoaldo Jr.

Cantigas e Cantos

domingo, 14 de janeiro de 2018

Poesia: "Ledo engano", um soneto de Arlindo Lopes "Pirraia"

Foto de Everaldo Brito.

LEDO ENGANO

Eu não temo na vida lhe enfrentar
Porque sou desprovido de algum medo
Pode em mim detonar o seu torpedo
Que eu estou preparado pra lutar

O seu sonho é da vida me exportar
Como afirma que vai ser muito cedo
Triste engano, ou melhor,engano ledo
Longo tempo terá que me aturar

Mostre as presas, destile seu veneno
Não se oculte por trás de um ser pequeno
Trave guerra com seu opositor

Que não vou me curvar e ficar trêmulo
Porque quem me escolher para seu êmulo
Irá ter que enfrentar um vencedor

Arlindo Lopes “Pirraia”


sábado, 13 de janeiro de 2018

Poesia: "Súplicas", um soneto de Daniel Nunes

Foto de Daniel Nunes.

SÚPLICAS

Sobre o berço de ébano, deitado,
Sinto o sopro de Zéfiro passando
Em silêncio, seus toques me apalpando
No inabitável páramo estrelado.

Contemplando o noturno inanimado
Varo a treva, a escuridão — sonhando
No imenso vazio me aprofundando
Sou apenas mais um, já condenado.

Na calada, percebo a alma presa
Encadeada na sorte da incerteza,
Seduzida nas piores agonias…

Oh! benignas manhãs, lindas, saudosas,
Borrifa o perfume que há nas rosas
Exalando a essência entre meus dias.


Daniel Nunes.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Poesia: "Eu cantador", uma poesia do genial Diniz Vitorino



EU CANTADOR

Eu sou o pássaro cantor,
A patativa de gola,
O colibri sem gaiola,
Que, além da humanidade,
Faz da garganta um piano,
Para, nas verdes ramagens,
Compor em versos selvagens,
As valsas da liberdade.

A cigarra da floresta
Sempre foi minha irmã gêmea…
Ela, a selvagem boêmia;
Eu, o boêmio cantor.
Ela, cantando nos bosques,
Eu, nos sertões ressequidos,
Transformo feios gemidos
Em liras puras de amor.

Sou um ídolo imortal.
Sou caboclo das mãos grossas.
Transformo humildes palhoças
Em bonitos pavilhões.
Meu pinho, quando soluça,
Deixa as mulatas tostadas,
Estáticas, fulminadas
Por circuitos de emoções.

É lindo cantar tranquilo,
Da maneira como canto,
Sem incomodar-me tanto,
Com fortunas obtusas,
E fazer d’alma um refúgio
Para as ninfas virtuosas,
Do peito um berço de rosas
Para o repouso das musas
.

Diniz Vitorino

CANTIGAS E CANTOS