Um cavalo pastando na ladeira,
Uma briga de bois na bagaceira,
E um boeiro malfeito "cachimbando".
Na sombra do oitão da bolandeira,
Um telhado coberto de poeira,
E um rebanho de ovelhas descansando.
Parecidos em tudo, emparelhados,
Vão puxando a almanjarra sem preguiça.
Aparecem cantando nas janelas
Duma casa de alpendre à tacaniça.
Iluminando o pico magestoso,
Do gigantesco dorso sinuoso
Da tão acidentada Borborema.
E embaixo o terreno podregoso,
Ouve-se o canto ingênuo e harmonioso
Da inocente pernalta, a seriema.
A flora se sacode, a fauna grita,
Um raio irado desce e a penha abre.
E rodopiando como roda bamba
Apaga a luz detrás da Serra-Jabre.
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