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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

DISCO >> O mundo da música reverencia Pixinguinha em tributo

O bandolinista Hamilton de Holanda correu o mundo levando as composições de Pixinguinha
Valsa francesa, melancolia portuguesa, acentos do jazz americano, molho cubano. E, atravessando todos eles, brasileiríssimos, o bandolim de Hamilton de Holanda e as melodias de Pixinguinha. No CD "Mundo de Pixinguinha", o instrumentista levou as composições do mestre para viajar pelo globo a bordo de seu bandolim e, em cada porto, teve um convidado. Carimbaram seu passaporte o trompetista americano Wynton Marsalis, os pianistas cubanos Chucho Valdés e Omar Sosa, o também pianista italiano Stefano Bollani, o acordeonista francês Richard Galliano e o pianista português Mario Laginha - além deles, estão no álbum os brasileiros André Mehmari (piano), Carlos Malta (sax tenor) e Odette Ernest Dias (flauta).
Sempre cercado de grandes artistas (aqui, Pixinguinha aparece ao lado de Tom Jobim): nomes como o trompetista americano Wynton Marsalis e os pianistas cubanos Chucho Valdés e Omar Sosa participam do disco
"Participei de uma exposição sobre Pixinguinha que Lu Araújo (produtora do CD ao lado de Hamilton e de Marcos Portinari) montou em Brasília, e ali tive a ideia de fazer um disco em homenagem a ele", conta o bandolinista. "Como viajo muito, há muito tempo (hoje ele passa 40% do ano fora do Brasil) pensei em juntar as duas coisas, chamar amigos que tenho acumulado nessas viagens para participar. Porque a música do Pixinguinha convida a gente a tocar junto, é agregadora por si só", afirma.
O conhecimento dos músicos estrangeiros convidados sobre Pixinguinha era, em geral, pequeno - para alguns, o compositor era uma completa novidade: "Quando mostrei ´Lamentos´ para Chucho, ele me interrompeu num momento, ficou louco, dizia ´gênio´. Esse, aliás, era o elogio mais barato que eu ouvia", conta Hamilton. "Marsalis comparou-o com Scott Joplin (compositor e pianista da virada do século XIX para o XX, um dos pais do jazz) e disse que nunca tinha tocado algo tão difícil para trompete (ele interpreta ´Um a zero´)".


No disco - realizado com o patrocínio do Programa Natura Musical -, o que se ouve é mais do que um simples diálogo entre instrumentistas.
Há um encontro de escolas, de sotaques, de diferenças e afinidades. "Se você ouve as duas de Chucho (´Lamentos´ e ´Benguelê´), percebe como Cuba e Brasil são próximos", diz Hamilton. "´Agradecendo´, com Galliano, soa como uma valsa francesa, ele puxou para esse lado. Bollani (´Canção da odalisca´ e ´Seu Lourenço no vinho´") leva mais para o jazz. ´Rosa´ com Laginha não chega a ser um fado, mas tem o sentimentalismo português".
Hamilton afirma que o CD - gravado em cidades como Málaga, Paris, Roma, Lisboa, Nova York e Rio - aposta na proximidade entre o jazz e o choro: "Choro e jazz começaram juntos. Mas o choro, por muito tempo, não se deixou misturar, enquanto o jazz se abriu. O CD propõe o reencontro, apoiado na improvisação, que no choro costuma ser uma variação sobre a melodia, enquanto no jazz é a criação de uma nova melodia sobre a harmonia. No disco cruzo as duas coisas".
Pixinguinha, na visão do bandolinista, é o nome perfeito para abrigar esse encontro: "Ele consegue sintetizar os ritmos nascentes brasileiros, como o samba, com a valsa, a polca europeia. É capaz de encontrar o exato ponto de comunicação entre os dois universos", avalia o bandolinista.
Uma das músicas, "Canção da odalisca", pode ser baixada gratuitamente a partir desta quinta-feira no site http://www.naturamusical.com.br/. Hamilton fará os shows de lançamento no Rio (3 de setembro, no Teatro Net Rio), em Belo Horizonte (dia 4, no Palácio das Artes) e em São Paulo (dia 8, Teatro Alfa). No palco, ele terá Bollani, Galliano e Sosa - na lógica do improviso: "O show é diferente do disco, e cada show é um show", explica.

LEONARDO LICHOTE
AGÊNCIA O GLOBO

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