Seguidores

Para Que Vim


Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

domingo, 18 de agosto de 2013

Música: Zé Marcolino, por Gilmar Leite

Lá, pelo final dos anos 70, em São José do Egito, Pajeú Pernambucano, eu tive o prazer de conviver com o grande compositor paraibano/pernambucano Zé Marcolino, autor do sucesso imortal "Sala de Reboco".
Na época o local de encontro de boêmios, poetas, cantores, compositores, intelectuais, entre outras pessoas, era Bar/Mercearia de João Macambira. Este lugar ficava nos fundos da minha casa, consequentemente, esta moradia, foi suporte do bar, servindo muitas vezes de banheiro e várias vezes recebendo nosso almoço que servia de tira-gosto, quando João Macambira não podia cozinhar.
Ouvi muitas vezes Zé Marcolino cantar: Cacimba Nova, Serrote Agudo, Estrada, Pedra de Amolar, Pássaro Carão, Cantiga de Vem-vem, Matuto Desconfiado, Nicodemos, Sala de Reboco, Pássaro Fura-Barreira, entre outros clássico do compositor do cariri paraibano.
Depois de muitos anos, sentindo saudade do poeta/compositor senti a inspiração palpitar na forma de saudade. Usando alguns títulos de sua música, fiz um poema em sua homenagem, intitulado
SAUDADE DE MARCOLINO.
Algum tempo depois o grande compositor e cantor, o natalense Galvão Filho, fez uma melodia para tal poema e algumas pequenas adaptações na letra para que ficasse melhor para musicalização do tal poema.
Santanna O Cantador, ao ouvir tal música se apaixonou por ela de imediato, chegando a gravá-la no cd
FORRÓ DE ABRAÇAS.
Vai logo abaixo o poema na íntegra.

Saudade de Marcolino

Marcolino, poeta cantador,
A “cacimba” secou de tanto pranto
O “carão” não escuta o teu canto
“Sabiá” padeceu de tanta dor.
O “ciúme da lua” se acabou
Hoje vives morando perto dela
Desenhando teu canto numa tela
Seduzindo-a com tua serenata
Despertando teu riso cor de prata
Num desenho de linda aquarela.

O “serrote agudo” está tristonho
O “fura-barreira já não tem mais casa
“Maribondo” já bateu a sua asa
O “sertão de aço” perdeu seu sonho.
Só os vates de cima estão risonhos
O teu canto é a “saudade imprudente”
Que machuca o sertão que há na gente
Como o pranto na “mágoa de um vaqueiro”
Que tristonho, num banco do terreiro,
Faz aboios saudosos e dolente.

Oh! Poeta “caboclo nordestino”
As caboclas “cintura de abelha”
Soltam prantos em forma de centelha
Com saudades do canto campesino.
A “cantiga do vem-vem” pequenino
Sobre os galhos da “flor do cumaru”
Faz sentir Cariri e o Pajeú
A saudade das noites de São João
Ou as tardes tristonhas do sertão
Entre os cantos dolentes do nambu.

Hoje já não se faz a mesma dança
“Nicodemos” partiu pra outros cantos
Não se encontram mais os mesmos recantos
Duma “sala de reboco” com pujança.
A saudade dos “tempos de criança”
A “rolinha” com passos delicados
Um poeta com sonhos encantados
Numa “estrada” pisando no destino
Pra partir nos deixando um lindo hino
Através dos seus cantos coroados.

Gilmar Leite.



Facebook do Autor

CANTIGAS E CANTOS

Nenhum comentário:

Postar um comentário