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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Poesia: "Só conhece essas coisas quem viveu No cenário poético do Sertão', um poema de Jesus de Rita de Miúdo


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Foto: Arquivo de Jesus de Rita de Miúdo


Só conhece essas coisas quem viveu
No cenário poético do Sertão.

O rangido na abertura da porteira
O bezerro desmamado em seu mugido
O chocoalho num cabrito bem nutrido
São os sons da fazenda em meu terreiro
Chega o vento do poente tão ligeiro
Bem depois que no céu teve um clarão
Vem tangendo o belo som de um trovão
Anunciando o que Deus nos prometeu
Só conhece essas coisas quem viveu
No cenário poético do Sertão.

Vejo um chifre adornando uma estaca
Uma cara de boi numa parede
Os remendos reforçando a velha rede
E um arreio enfeitado de pataca.
A ferrugem já comendo o aço da faca
Enfiada na cabeça de um mourão
Com o cabo já tão preto, um tição!
De um fogo que só o tempo acendeu 
Só conhece essas coisas quem viveu
No cenário poético do Sertão.

O vaqueiro na carreira ao seu gosto
Quebra galhos na caatinga acinzentada
Em cada espinho leva uma navalhada
Criando rios avermelhados em seu rosto.
Não desiste, entretanto, desse posto
Protegido pela mística do gibão
Faz do aboio sua linda oração
Pra agradecer pela rês que não perdeu
Só conhece essas coisas quem viveu
No cenário poético do Sertão.

Jesus de Rita de Miúdo

Conversa em glosa, rima em prosa
 Jornal Besta Fubana

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