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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Poesia: "Hinos às avessas", um poema de Simone Passos















HINO ÀS AVESSAS

Bradam forte os heroicos da nação,
Para ver, da justiça, a clava erguida;
Ao lutar, desbravar bosques da vida,
Ver nascer liberdade neste chão.
Mas as flores que brotam são em vão
Desfolhadas de forma infame e vil
E o penhor da igualdade no brasil
É esquecido por esta pátria amada
Sem razão pra gritar: terra adorada,
Pois não é dos seus filhos mãe gentil.

E as estrelas do lábaro ostentado,
Ofuscadas no breu do sofrimento,
Vão perdendo no azul do firmamento
O poder de luzir manto sagrado.
Só restou o colorido desbotado
Do que foi o pendão da esperança;
Hoje é pavilhão de insegurança
De um país sem orgulho da bandeira,
Com o progresso e a ordem brasileira
Sucumbindo e ficando na lembrança.

Nosso hino nasceu desafinado,
Entoando uma falsa liberdade,
Que na pauta da vil desigualdade
Chora as notas de um povo aprisionado...
Se o arranjo não foi bem orquestrado,
Só nos resta chorar pela utopia,
Resgatar dos grilhões a poesia
E trazer esperança à brava gente,
Pra poder transcender eternamente
Novos sons imortais da sinfonia!

Simone Passos

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