Entre amores, canções e tantos climas
Vejo, hoje, que só, aqui fiquei.
Com às paredes eu tenho conversado
Muita gente já tem me observado
Com sarcasmo pra mim mostra o sorriso
Mas, que culpa é que eu tenho de assim ser?
Se nas horas que eu vou escrever
Eu só acho tristeza no improviso.
Sente a ânsia crescer, de hora em hora
Todo peito que grita e depois chora
Não consegue escutar o som do grito.
Quem na raiva se vai, volta contrito
E quem fica nem sempre tem razão
Não é fácil calar o coração
Quando a voz da saudade é quem reclama.
Todo espaço vazio em uma cama
É sinal de um amor... de solidão.
É o melhor cangote que eu cheirei
Sua boca é tão doce, e eu bem sei
Que ela serviu pra mim mais que um mote.
Cheguei com muita sede nesse pote
E você saciou minha vontade
Porque minha carência na verdade
É por causa da falta que ele faz.
Pode haver outra dor que doa mais
Mas é muito menor, que a da saudade.

Boa tarde, sou 1º secretário da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel e estamos precisando da biografia da poetisa Dayane Rocha, alguém pode nos ajudar? Favor enviar para nelsonteatrolima@gmail.com, obrigado.
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