Sou a boneca de milho
Mais bonita do roçado
Eu sou feito o balançado
De uma "bage" de feijão
Fazendo um risco no chão
Na hora da ventania
Sou grato a deus todo dia
Porque nasci no sertão!
Conteúdo de quadras e tercetos
Mas agora o seu nome em meus sonetos
Vai ser muito difícil de encontrar
Desmanchei um galope a beira mar
Que escrevi quando estava apaixonado
Eu sou mais escrever verso quebrado
Que encontrar com você no meu caminho
Como diz o ditado: está sozinho
É melhor do que mal acompanhado!
Acabou se tornando obrigatório
Pra poder visitar um oratório
Onde a gente rezava todo dia
De um lado uma foto de maria
E do outro um pedido de oração
Num papel desbotado escrito à mão
Que mamãe escreveu na mocidade
Hasteei a bandeira da saudade
Num país que se chama coração!


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