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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

LUTO: O provocador Antônio Abujamra deu adeus sem arrependimento

Ator, diretor e apresentador de TV morreu na última terça (28) aos 82 anos


Antonio Abujamra como Ravengar, em

Como Antônio Abujamra gostaria de ter morrido? Talvez ninguém tenha feito a ele a pergunta que costumava fazer a seus entrevistados. Morreu dormindo, surpreendendo a todos, como surpreende um grande ator. Como queria ter morrido não se sabe, mas como reconheceu a vida ele mesmo explicou: “Progredir até morrer, porque viver é morrer. E não me arrependo de nada”, disse, múltiplo artista que era, há cinco anos, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. 
Diretor, ator e apresentador de TV, o paulista Abujamra, 82, foi encontrado morto, ontem de manhã, no seu apartamento, em São Paulo. Segundo a família, estava dormindo em casa. O corpo, velado desde ontem, no Teatro Sérgio Cardoso, na capital paulista, será cremado na manhã de hoje, no Crematório de Vila Alpina. A causa da morte foi um infarto no miocárdio. Ele deixa dois filhos e dois netos.
“
Progredir até morrer, porque viver é morrer. E não me arrependo de nada.

”
Antonio Abujamra

Formado em filosofia e jornalismo, no Rio Grande do Sul, Abu, como era conhecido, iniciou a carreira no teatro escrevendo críticas, ainda na faculdade. Em 1957, começou a trabalhar como diretor e, em menor intensidade, a atuar.  
Abujamra foi um dos primeiros encenadores a trazer para cena nacional estéticas contemporâneas, sobretudo as interações propostas por Bertolt Brecht entre palco e plateia. Em 1959, foi estagiário, na França, do diretor Roger Planchon (outra referência contemporânea), acompanhando as montagens Henrique IV, de William Shakespeare, e Almas mortas, de Nicolas Gogol. Chegou também a trabalhar com outros diretores como Jean Villar, no Théâtre National Populaire, em Paris.

Sua estreia profissional como diretor ocorreu em 1961, com três peças na mesma temporada: José, do parto à sepultura, de Augusto Boal; Raízes, de Arnold Wesker; e Antígona América, de Carlos Henrique Escobar. Dono de um sarcasmo sem igual, ele traçou um teatro cômico e crítico de extrema provocação. Estilo que inspirou também trabalhos de nomes como José Celso Martinez, por exemplo. 
Em 1965, Abujamra teve sua montagem de O berço do herói, de Dias Gomes, censurada. Nessa década, acumulou prêmios e temporadas de sucesso popular, como a do monólogo Muro de arrimo, com Antonio Fagundes – um dos grandes parceiros. Ele também dirigiu nomes como Cleyde Yáconis e Stênio Garcia.
À frente do Teatro Brasileiro de Comédia, Antonio Abujamra tirou o grupo de uma inércia de muitos anos, reativando-o como centro artístico de prestígio. O crítico Sábato Magaldi, em um dos textos sobre o trabalho do diretor, afirmou que ele atingiu mestria artesanal. “Admiro sua coerência, que recusa os êxitos fáceis, em busca de caminhos duvidosos”, escreveu Sábato.


Abujamra só assumiria a carreira de ator aos 55 anos. E o fez magistralmente. Quem não se lembra do icônico bruxo Ravengar, seu personagem na novela Que rei sou eu, em 1989? Nessa época fez também o monólogo O Contrabaixo, de Patrick Suskind. 
Desde 2000, apresentava o programa de entrevistas Provocações, na TV Cultura, com suas provocadoras perguntas. Em 695 edições, recebeu nomes como Maria Adelaide Amaral, Ruth Escobar, Laura Cardoso e Paulo Autran. Ontem, a emissora exibiu uma edição inédita, na qual Abujamra entrevista os estudantes André Soler e Vinícius Lima, criadores da página do Facebook chamada SP Invisível.

Mateus Araújo

Com agências

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