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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Cultura » Essa sanfona chora frevo

Forrozeiros botam o bloco na rua e lançam discos com o ritmo típico do carnaval pernambucano

“O frevo e o forró são irmãos legítimos, filhos de uma mesma terra e meus conterrâneos”, crava Alcymar Monteiro, antes de falar sobre o mais novo projeto, intitulado Vozes do frevo, a ser lançado nesta segunda-feira e apresentado no Sábado de Zé Pereira, no Polo do Ibura. Há 15 anos, quando escolheu gravar músicas de carnaval, o forrozeiro fez escola para nomes como Dudu do Acordeom ao incorporar elementos do forró no frevo. Os dois colocaram a sanfona junto dos metais e deram caldo ao frevo-sanfonado.

Uma fila de forrozeiros seguiu o mesmo caminho, evidenciada no período momesco, quando multiplicam os lançamentos do gênero. Irah Caldeira começou gravando canções pontuais, até tomar a decisão de gravar um disco completo, fruto de um show de carnaval. O espetáculo será apresentado em duas oportunidades nas Folias de Momo, no Polo de Casa Amarela, na segunda-feira, e no Polo de Jardim São Paulo, na terça.

No palco, nem sanfona nem metais se sobressaem. A ideia é que ambos trabalham juntos por uma sonoridade menos comum, mas familiar. “Às vezes, a junção é meio involuntária. É fruto de uma vivência do músico, tanto com o forró, quanto com o frevo. É a cultura popular”, atesta Rogério Rangel, autor do álbum Outras levadas. E a turma gosta. Confira lançamentos de cantores forrozeiros cantando frevos.

Alcymar Monteiro
Vozes do frevo
Preço:R$ 20 CD e DVD.
Vendas na Passa Disco, Gramophone e durante os shows. Lançamento no dia 17 de fevereiro
Pensado para homenagear nomes que marcaram a história do frevo, o novo projeto de Alcymar relembra um pouco da trajetória de Capiba, Nelson Ferreira, Carlos Fernando e outros compositores. São 23 músicas, “uma rica viagem por cirandas, caboclinhos e maracatus, além de frevos”, descreve o cantor. O trabalho faz parte de um projeto iniciado há 15 anos, quando o forrozeiro passou a gravar canções de carnavais.

Dudu do Acordeon
Fole em folia
Preço: R$ 5
Venda na Passa Disco
Desde 2007 cantando frevo, o forrozeiro iniciou a trajetória nas folias momescas durante o Concurso de Música Carnavelesca daquele ano. Ali, conquistou o terceiro lugar com um frevo-canção. O álbum Fole em folia reúne a experiência acumulada desde então. São 18 músicas, oito autorais, além de sucessos como Voltei, Recife e Hino do elefante. Todas aliando a sanfona aos metais. “Sou um admirador do frevo. Terminei me envolvendo”, explica Dudu.  

Diego Cabral
Diego Cabral
Preço: R$ 10
Vendas na Sol CDs, Passa Disco e Gramophone
O forrozeiro tomou a decisão de cantar os sucessos da década de 1990, relembrando os hits de Almir Rouche, Marrom Brasileiro e André Rio. “É um trabalho que vem resgatando a musicalidade do Recifolia. Damos continuidade a esse carnaval, atualizando-o. É o resgate de uma bandeira esquecida”, conta o cantor. O álbum tem A vida inteira te amar, É tanto amor e outros clássicos, tocados ao som da casadinha sanfona-metais.

Walkiria Mendes
Cheiro de guerra
Promocional
Distribuído em shows
Depois de lançar um CD de samba, outro de música católica e, há pouco, um em homenagem a Luiz Gonzaga, a cantora divulga um trabalho de frevos, apoiada em composições do parceiro Júlio Vieira. Além da faixa título, tem uma canção em homenagem ao Galo da Madrugada e outra sobre o Rio São Francisco. Valquíria canta os carnavais há mais de 29 anos, mas sempre acompanhada da sanfona, antiga companheira.

Rogério Rangel
Outras levadas
Promocional. Distribuído
A primeira vez que participou de um festival de frevo foi na década de 1990, quando foi finalista do Canta Nordeste com a canção Maraca tu. Daí em diante, acumulou outras participações e foi guardando canções na bagagem. Em Outras levadas, além de Maraca tu, tem Marco Zero, Lá vai Chico e O romance da Asa Branca com o Galo da Madrugada. Nessa canção, uma orquestra de frevo divide espaço com a sanfona. Spok e a Orquestra Popular do Recife participam.

Cylene Araujo
Frevos e maracatus
Preço: R$ 10 CD e R$ 15 DVD.
Vendas na Sol CDs
“Desde a época do vinil” gravando músicas de carnaval nos CDs de forró, a cantora passou a dedicar projetos exclusivos ao frevo em 2005. “É o ritmo do meu estado. Me sinto realizada cantando”, confessa. Frevos e maracatus reúne frevos-canções e instrumentais. Nessas últimas, a sanfona toma a frente da folia. Duas faixas são de autoria da forrozeira: Menino bonito, gravada por Quinteto Violado em álbum, e Olinda, carnaval emoção.

Irah Caldeira
Irah Caldeira cai na folia
R$ 7 (www.irahcaldeira.com.br) e R$ 5 (nos shows).
Álbum da forrozeira foi gravado em um show, com repertório de 35 músicas de carnaval. Tem frevo-canção, de bloco, cirandas e maracatus. “Fiz visita às folias das décadas de 1950 e 1960, em que relembro até marchinhas de Mário Lago”, conta. A decisão de entrar no território da folia veio em 2005, quando começou a se cantar no período momesco. Tudo aconteceu por “um desejo pessoal de agregar ao trabalho”. 

Diário de Pernambuco

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