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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Poesia: "Toda vez que morre um dia, morre um pedaço da gente" por Gregório Filó


Mote: "Toda vez que morre um dia
Morre um pedaço da gente".

Na rota da lua cheia 
De arrebol a arrebol
Todos os dias o sol
No firmamento passeia
A própria cara incendeia
Na alva do oriente
E apaga no ocidente
Quando a noite principia
Toda vez que morre um dia
Morre um pedaço da gente

As vezes a gente cresce
Com grande prosperidade
Mas se entrega a vaidade
E a decadência aparece
O tear do tempo tece
Uma teia transparente
Tão urdida e resistente
Que estrangula a ousadia
Toda vez que morre um dia
Morre um pedaço da gente

O destino é uma estrada
Que a gente viaja nela
Cruzando ponte e cancela
Para seguir na jornada
Até chegar à escada
Por onde todo vivente
Desce inapelavelmente
Ao fundo da fantasia
Toda vez que morre um dia
Morre um pedaço da gente

Do ermo à grande cidade
Com chuva ou sol escaldante
O dia é sempre brilhante
Pela sua claridade
Com o ocaso a saudade
Aparece impertinente
Enquanto o sino plangente
Badala a Ave Maria
Toda vez que morre um dia
Morre um pedaço da gente

Pode parecer patético
Mas é o próprio alimento
Que causa o encolhimento
Da vida do diabético
Mesmo sendo dietético
Dosado diariamente
Não isenta o paciente
De momentos de agonia

Toda vez que morre um dia
Morre um pedaço da gente.

Em qualquer ocasião
Seja no ócio ou na lida
Para empanar minha vida
Tudo em volta faz pressão
Até num bom avião
Eu não viajo contente
Sinto- me mal de repente
Devido a acrofobia
Toda vez que morre um dia
Morre um pedaço da gente.

Gregório Filomeno Menezes
Gregorio Filomeno Menezes
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