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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Poesia: Décimas de Dimas Batista

Há diversos cantores do sertão
que não têm sentimento nem receio
de cantar nos salões serviço alheio,
de Raimundo Pelado e Azulão,
de Zé Duda ou Manuel do Riachão,
maltratando os colegas com lamúrias.
Descarrego em um destes minha fúria,
porque sempre abomino o vitupério,
eu só canto com homens de critério,
pois cantar verso alheio é uma injúria.
Basta um cabra não ter disposição
pra viver do serviço de alugado,
pega numa viola e bota ao lado,
compra logo o “Romance do Pavão”,
a “Peleja do Diabo e Riachão”
e a “História de Pedro Malazarte”.
Sai no mundo a gabar-se em toda a parte
e a berrar por vintém em mei da feira.
Parasitas assim desta maneira
é que têm relaxado a minha arte.
Inda existem diversos poetaços
que, além de banais, são pervertidos,
namoristas, gabolas, enxeridos,
imprudentes, pedantes e devassos,
que nas partes que andam, deixam traços
comprovantes de infames impostores.
Denuncio estes vis conquistadores,
porque deles tornei-me adversário.
Qualquer pai de família é necessário
ter cuidado com certos cantadores.
Não faz nojo a catinga dos timbus,
nem das feras carnívoras da mata,
não faz nojo a matéria putrefata
que alimenta os famintos urubus.
Das hienas, chacais e caititus,
nojo algum me provoca aquele cheiro.
Os micróbios que há no mundo inteiro
não me fazem ficar nauseabundo.
Só o que me faz nojo neste mundo
é a língua de um cabra fuxiqueiro.
Poetinha imoral, indecoroso,
pra cantar não me chame, que eu não canto,
se sentado ao meu lado, eu me levanto,
não dou gosto a cantor escandaloso,
porque todo indivíduo audacioso
tem baixezas que a honra lhe consomem.
Eu só canto com homem mesmo homem,
cabra ruim não escuto dois minutos,
que quem dá liberdade a certos brutos
tá comendo no cocho que eles comem.
Dimas Batista

REPENTES, MOTES E GLOSAS - Pedro Fernando Malta - JBF


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