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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Poesia: "As chuvas saram as feridas, que a seca faz no sertão", um poema de Sebastião Dias


"As chuvas saram as feridas
Que a seca faz no sertão"

O inverno é quem remove
A beleza da ervança
Que se nota com a mudança
Três dias depois que chove
A natureza promove
Nos quadros verdes do chão
A mais bela exposição
De plantas recém nascida
As chuvas saram as feridas
Que a seca faz no sertão

A miséria se encerra
A tristeza se retira
E a água da nuvem tira
As impurezas da terra
Porque a chuva é pra terra
A mais linda exposição
E uma ressuscitação
Para milhares de vida
As chuvas saram as feridas
Que a seca faz no sertão

Maior riqueza não tem
Dada por Deus de adonai
A tardinha a chuva cai
De noite a enchente vem
Coqueiro com mais de cem
Anos quebra o espigão
Seca arromba o boqueirão
E cacimbas são entupidas
As chuvas saram as feridas
Que a seca faz no sertão

Quando o chão está molhado
Deus manda  nossa riqueza
Sobra fartura na mesa
No paiol e no roçado
Até para o próprio gado
No Cardápio de ração
Tem pura alimentação
Vários tipos de comida
As chuvas saram as feridas
Que a seca faz no sertão

E o zabumba da jia
Bate um forró numa loca
E pelos aceres da broca
Raposa principia
Aproveita a hora fria
Marca o casco com a mão
Tira banda do melão
E deixa as marcas da mordida
As chuvas saram as feridas
Que a seca faz no sertão

Sebastião Dias

Poesias extraídas do Festival de Cantadores de Itapetim - PE – 2005


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