Seguidores

Para Que Vim


Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Poesia: "A queda da Torre", um poema de João Campos













A QUEDA DA TORRE

A torre que se erguia
Desafiando as alturas
Lutou para ver se podia
Conservar suas molduras
Mas a base foi ruindo
Aqui acolá caindo
De quando em quando um torrão
E a torre apulso pendendo
Como quem estava escondendo
A sua queda no chão.

Aquela cruz que abria
Seus braços em cima dela
E à noite resplandecia
Com sua luz fina e bela
Era ela na verdade
Quem enfeitava a cidade
Majestosa em sua linha
Era quem dava alegria
Abençoando quem ia
E abraçando quem vinha.

Mas como tudo se dá
E ela já muito pensa
Como a pessoa que está
Ocultando uma doença
Depois de muito rachada
Já tristonha e abalada
Vendo o perigo crescer
Foi tombando foi tombando
Como quem estava ocultando
A queda pra ninguém ver.

Mas já hoje os seus destroços
Estão rolando no chão
Provando todos esforços
Que ela fez, mas foi em vão
Acabou-se a alegria
Daquela luz que fazia
Companhia à solidão
Já hoje não resta nada
Porque foi despedaçada
Nas pedras duras do chão.

Aquela cruz implantada
No topo da torre bela
Já hoje está apagada
Quem olhar não vê mais ela
Quem for de frente e olhar
Não deixa de lastimar
Foi beleza da cidade
Com o seu aspecto lindo
E hoje só está servindo
Pra gente sentir saudade.

Era beleza da rua
De São José do Egito
Hoje olhar a frente sua
Se vê um vácuo esquisito
Não vê mais em sua frente
Aquela torre imponente
Como se fosse um troféu
Na sua arquitetura
Desafiando a altura
Querendo chegar no céu.

Com meio século de vida
Não teve mais resistência
Ficou no chão destruída
Findou a sua existência
Não foi torre de Babel
Mas foi a cópia fiel
Do Padre Sebastião
Que se conserva na mente
Vendo os destroços se sente
Aquela recordação.

Não se ouve mais chamada
Do sino chamando a gente
A torre desmoronada
O sino ficou calado
Lá num recanto encostado
Depois que a torre acabou-se
Como quem está chorando
Lá vivia badalando
Chegou no chão e calou-se.

Mas vamos nos conformar
Dar graças a Deus também
Que fez ela desabar
E não machucar ninguém
Foi muita felicidade
Embora fique a saudade
Sobre o coração do povo
Mas, nunca desanimar
Que se Deus nos ajudar
Levanta-se outra de novo.

Foi a dois do mês de maio
Às sete horas do dia
Que a torre deu um desmaio
E o seu corpo caía
Mas isso tudo passou
O povo se conformou
Resta as saudades no peito
Agora é o povo agir
Que se Jesus consentir
Faz-se outra do mesmo jeito.

João Campos Filho
 (05 de maio de 1977)










Fonte: Blog: SerTÃO Egipciense

Nenhum comentário:

Postar um comentário