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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Poesia: "Toda passarada canta Quando chove no sertão.", um poema de Antônio Carneiro

Fotografia de Thadeu Filmagens

TODA PASSARADA CANTA
QUANDO CHOVE NO SERTÃO

Acauã canta um agouro
No galho seco do angico
Bebe o belo Tico-Tico
Nas águas do bebedouro,
Pras bandas do Logradouro
Canta feliz o Carão
E as astúcias do Cancão
Preparando sua planta
Toda passarada canta
Quando chove no sertão.

Chovendo de manhãzinha
No ano de invernada
Canta alegre a passarada
Nos cafundós da serrinha,
É quando Abelha Rainha
Vem copular com Zangão
Quando a chuva cai no chão
Um tapete se levanta
Toda passarada canta
Quando chove no sertão.  

E um Galo de Campina
Bate asa e vai ao ninho
Proteger o filhotinho
Da quentura ou da neblina,
Carcará toca a buzina
Na copa do sombrião
E um Rouxinol faz refrão
Na velha sala de janta
Toda passarada canta
Quando chove no sertão.

Um arrulho de Rolinha
No galho de uma jurema
E um coral de Seriema
Dá um show de manhãzinha,
E um revoar de Andorinha
Me causa admiração
E essa apresentação
De tão bela me espanta
Toda passarada canta
Quando chove no sertão.  

No amanhecer desse dia
O Xexéu faz alvorada
O Belo espanta boiada
Capricha na melodia
O Concriz com maestria
Entoando uma canção
E no terreiro um Pavão
Se não cantar nos encanta
Toda passarada canta
Quando chove no sertão.

A “Abre-fecha também 
Come xerém no terreiro
Na copa do pau pereiro
Cantarola um Vem-vem”,
Bem-te-vi eu quero bem
Sanhaçu com Azulão
Flecha-mosquito e Sebão    
Mostrando que a terra é santa
Toda passarada canta
Quando chove no sertão.  

Antônio Carneiro


Cantigas  e Cantos 

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