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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Poesia: "Meu passado é um filme de tristeza, que eu deixei de assistir pra não chorar", um poema de Lima Júnior

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Meu passado é um filme de tristeza
Que eu deixei de assistir pra não chorar”

Me contento em viver, viver somente
Sem olhar para trás como fazia,
O presente é a minha alegria
E o futuro pra mim é o presente.
A saudade tornou-se uma semente
D’uma planta, em peito a germinar.
Brota, arranco, ela torna a brotar
E seu fruto ao nascer, mata a beleza.
Meu passado é um filme de tristeza
Que eu deixei de assistir pra não chorar.

Atacante no campo da paixão
Dou olé na zagueira nostalgia,
Quando chuto na trave da alegria
O goleiro do tempo põe a mão.
O futuro é expulso sem razão,
De repente há mudança no placar.
O passado consegue me driblar
A saudade me pega sem defesa.
Meu passado é um filme de tristeza
Que eu deixei de assistir pra não chorar.

Sou deserto de amor sem esperança,
O que brota de mim não vinga nada!
Vi o sol ressecar cada ramada
Que plantei no meu solo de criança.
Quando o tempo atribui uma mudança,
Meu Oasis de sonhos vai parar
Neste rio de saudade a transbordar
No meu peito à mercê da correnteza.
Meu passado é um filme de tristeza
Que eu deixei de assistir pra não chorar.

Hoje, o pão que mastigo tem o gosto
Do amargo do beijo da partida.
O destino é o vilão da minha vida,
Neste longa metragem do desgosto.
Na comédia humana eu fui exposto
Sem o “OSCAR” da vida, conquistar!
E o filme já perto de acabar
Fez ruir o cinema da incerteza.
Meu passado é um filme de tristeza
Que eu deixei de assistir pra não chorar.

Dei de cara com minha liberdade,
Num pedaço de filme envelhecido.
Meu sorriso mostrado, eu vi perdido,
Na partida da minha mocidade.
Contemplando o espelho da verdade,
Vejo o banco da vida a me cobrar
Altos juros paguei sem contestar
O que me foi cobrado por despesa
Meu passado é um filme de tristeza
Que eu deixei de assistir pra não chorar.

Lima Júnior

Fonte: Poeta Lima Júnior

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