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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

domingo, 21 de agosto de 2016

Poesia: A poesia de Mariana Teles


Toca a brisa da noite no portão
O cabelo se assanha com o vento
O balanço da rede em movimento
E um rádio tocando uma canção
A saudade arranhando um coração
E a duvida de um sempre, ou nunca mais
Uma lágrima caindo e o vento faz
se espalhar pela face entristecida
eu na rua buscando achar saída
Pra tristeza que a tua falta trás

Faço um verso, misturo com aguardente
Um cinzeiro com as cinzas do veneno
Numa noite sem lua me enveneno
Por não ter o clarão do céu presente
O espelho espelhando em minha frente
A metade de um todo que foi nosso
Eu procuro não ver, mais tem um troço
Pra abrir os meus olhos quando fecho
Sem ter sono, inquieta me remexo
Que dormir sem você, sei que não posso

Vem o vento, tocar-me bem mais forte
O relógio passando sem medida
Ao meu lado, um copo de bebida
Refletindo o futuro: que é a morte ...
Nele afogo o desgosto, já que a sorte
Resolveu repartir nossa união
Te guiando pra outra direção
E deixando meus olhos sem os teus...
De lembrança ?, restou o teu adeus
E a saudade entupindo o coração.


Os quilômetros separam nossas vidas
Nossa historia cortada por distancia
No meu corpo, presente uma fragrância
Quem embriaga por vezes repetidas
Quem chegar a sentir, sente as batidas
Bem mais forte conter o coração
Um perfume amargando a solidão
E um veneno, convite para a morte
São as cenas de um filme onde a sorte
Resolveu nos fazer ingratidão .

Sem ter sono, me lembro que teu cheiro
Passeou no meu corpo tanto tempo
E eu achava que fosse um passatempo
Me enganei com o destino traiçoeiro
O perfume presente o tempo inteiro
É fragrância que trás tua saudade
Pra sentir novamente é só vontade
Mais vontade não trás você de novo
Já que a língua malvada desse povo
Impediu de nós dois felicidade

Bem um ano, passou da nossa historia
Mesmo assim eu não pude te apagar
Minha força foi pouca pra arrancar
Teu retrato presente na memoria
De um duelo de amor sem ter vitória
Quem venceu no final foi a saudade
Que arranhou com a espada da maldade
Perfurando sem dó meu coração
Inda existe sequelas da paixão
De uma história de amor de falsidade...

Toda noite essa cena se repete
Quando avisto no quarto a luz da lua
Uma lagrima molhando a face nua
A ausência de alguém, ali reflete
Outro homem no quarto não se mete
Tuas marcas presentes inda estão
Quem passar na calçada ou no portão
Sente o cheiro de tí por todo lado
No colchão inda tá impregnado
Junto ao vírus da tua sedução

Horas passam, a noite inda demora
Madrugada de insônia e nada mais
A lembrança em replay trazendo a paz
Onde eu lembro da gente nessa hora
Canta um galo, desperta o sol lá fora
Pisa um guarda vigia de uma rua
Meu sofrer pelo noite continua
Esperando da noite o terminal
Testemunha fiel do funeral
Do velório mais triste...o da lua

Mariana Teles


Fonte: Blog do Belmontense

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