Seguidores

Para Que Vim


Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Poesia: "Sertanejo é herói que morrerá, sem ninguém divulgar o seu valor.", um mote glosado por Zé Vicente de Foraleza

Foto: Jurandir Lima

Sertanejo é herói que morrerá
Sem ninguém divulgar o seu valor.

Sertanejo no campo é um guerreiro,
Corta mato de foice e de machado,
Corta cana e capim pra dar ao gado,
Tira leite e amansa mandingueiro;
Sua farra é ouvir o sanfoneiro
E os versos de um vate cantador,
O seu médico é um velho curador,
Um pilão de aroeira é seu sofá.
Sertanejo é herói que morrerá
Sem ninguém divulgar o seu valor.
Sertanejo que sofre sede e fome,
É feliz com o dom que Deus lhe deu,
Não consegue formar o filho seu,
Não conhece uma letra do seu nome,
Mas o rico esquece que só come
Do que vem do suor do agricultor,
Mas difícil é ter um conhecedor,
Que lhe mande 100 gramas de jabá.
Sertanejo é herói que morrerá
Sem ninguém divulgar o seu valor.
Sertanejo é um ente sempre rude,
A caneta pra ele é a enxada,
O seu traje é uma calça remendada,
A piscina pra ele é um açude,
Não faz parte de plano de saúde,
Por não ter lá no seu interior,
Quando sente uma gripe ou uma dor,
Seu remédio é café amargo e chá.
Sertanejo é herói que morrerá
Sem ninguém divulgar o seu valor.
Admiro demais o sertanejo,
Que trabalha com muita honestidade,
O que faz lucra menos da metade,
Mesmo assim ele mata o seu desejo,
Sua casa não tem um azulejo,
Nunca passa de um simples morador,
por não ter um condicionador,
Ele usa a espuma do juá.
Sertanejo é herói que morrerá
Sem ninguém divulgar o seu valor.
No cardápio da casa do roceiro,
Tem pamonha, canjica e carne assada,
Arroz doce, cuscuz e panelada,
Feijão verde com carne de carneiro,
Tem galinha caipira o ano inteiro,
Sertanejo não perde esse sabor,
Quando tem um cachorro caçador,
Lá não falta tatu, peba e preá.
Sertanejo é herói que morrerá
Sem ninguém divulgar o seu valor.
Sertanejo se cura com cidreira,
Capim santo, mastruz e hortelã,
Quebra pedra e a casca de romã
eucalipto, tipi e aroeira,
Cumaru, umburana e trepadeira,
Com o mel que abelha faz da flor
Pra ficar mais gostoso o lambedor,
põe gengibre com malva e jatobá.
Sertanejo é herói que morrerá
Sem ninguém divulgar o seu valor.
Zé Vicente de Foraleza

Nenhum comentário:

Postar um comentário