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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Poesia: Pé quebrado > "Morte e Vida Severina", um mote glosado por Everaldo Leite

Fotografia de Orlando Lopes

Pé Quebrado.

Gente, Severina Branca não faleceu, ela continua morando em Mundo Novo, o mote: "Morte e Vida Severina " é uma obra de João Cabral de Melo Neto, eu só adaptei nessa poesia.

Mote: "Morte e Vida Severina"

Foi na vida prostituta
Sofreu pelos descaminhos
Entre tapas e carinhos
Sua vida foi uma luta
Para ela uma labuta
Para os outros a ruína
De uma pobre messalina
Sem vergonha sem pudor
Mas, Nasceu pra dá amor
"Morte e Vida Severina"

Prostituta e poetisa
Esse foi o seu destino
Mas, só o seu desatino
A sociedade frisa
Falou das flores da brisa
Da sua vida em ruína
 
Na sua poesia fina
Tem amor e amargura
Mas, só se ver a ternura
"Morte e Vida Severina"

Entre o inferno e o céu
Severina caminhou
Mas, no inferno pagou
Sua sentença, foi réu
Ninguém tirou o chapéu
Pra'quela pobre menina
A piedade divina
A perdoou nesse dia
Lhe deu o dom da poesia
"Morte e Vida Severina"

Frequentou o cabaré
Sem pudor nem hipocrisia
Trouxe para a poesia
Seu sofrimento e a fé
Nas ruas de São José
 
Num bar em qualquer esquina
Cachaça com cajuína
Bebeu e recitou verso
Esse foi seu universo
"Morte e Vida Severina


Everaldo Leite
Everaldo Leite

CANTIGAS E CANTOS

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