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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

COLETÂNEA: Ferreira Gullar mostra seus poemas preferidos em livro

 / Divulgação

Divulgação


Ler um poeta, muitas vezes, é ler também o que ele leu antes – que autores o emocionaram, o chocaram e o inspiraram. Normalmente, o público só tem acesso aos versos preferidos de um autor por acaso, quando um poema dialoga com outro ou quando é citado em uma entrevista ou em um artigo, por exemplo. Um dos maiores ícones vivos da nossa literatura, o poeta e crítico de arte maranhense Ferreira Gullar fez há mais de 30 anos uma coletânea dos poemas que o marcaram em sua trajetória.

O volume O prazer do poema – Uma antologia pessoa (Edições de Janeiro, 376 pág.) só foi publicado agora, em capa dura. A demora, Gullar explica, foi por conta da batalha para conseguir autorização para usar os versos de vários autores. “Entreguei o livro ainda para a José Olympio. Eles tentaram publicar o livro, mas não conseguiram por falta de permissão ou porque herdeiros cobravam uma fortuna para usar um só poema. Os herdeiros de Jorge Luis Borges, por exemplo, se negavam a autorizar”, diz o escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras, por telefone.
Aos 84 anos, o autor de O poema sujo viu a obra finalmente vir a público. A Edições de Janeiro precisou de um ano para conseguir todas as licenças, mas o trabalho saiu com capricho, com direito a belas traduções do próprio Gullar. A seleção conta com mais de 80 poetas, com destaque a Rimbaud, Drummond, João Cabral, Fernando Pessoa, Manuel Bandeira, Camões, César Vallejo, Borges, Mário de Andrade, Rainer Maria Rilke e T. S. Elliot, entre outros. O próprio Gullar poderia estar na lista, não fosse ele o organizador.
No prefácio, o escritor aponta que a coletânea surgiu do reencontro com uma certeza: a de que a poesia é capaz de deslumbrar as pessoas. Depois da recepção fervorosa a uma leitura sua de um poema de Fernando Pessoa em 1991, ele retomou a sua coletânea pessoal de versos, pensando sempre em privilegiar aqueles que fossem mais fascinantes.
“Esse deslumbramento é algo que não sei definir: só a leitura dos poemas pode fazer o leitor entender. São os textos que ao longo da minha vida me comoveram, e que alguém mais jovem talvez não conheça. Não quis fazer também nem uma seleção e nem traduções muito eruditas. A ideia é ser acessível”, aponta. Se a sua poesia é criada a partir do espanto com o mundo, ler um poema é presenciar isso de novo. “Um verso busca transmitir um espanto, um deslumbre – sua beleza vem da capacidade de conseguir isso”, atesta.

O livro tem um olhar que se limita, em geral, até a poesia moderna, com um foco principal em algumas tradições: a língua francesa, a inglesa, a espanhola e, claro, a portuguesa – o que mostra também de onde bebe o escritor. Só um dos nomes que aparecem é um poeta vivo, o peruano Carlos Gérman Belli, de 87 anos – irônico porque o próprio Gullar, quando pequeno, só conhecia os versos que vinham nas gramáticas, com Camões, Bocage, Castro Alves, e acredita que poesia era uma profissão de mortos.

As escolhas, no entanto, não significam que o poeta deixou de ler autores contemporâneos. “Recebo livros de todo mundo e os vejo com prazer. Existem autores muito bons – prefiro não citar nomes, para não excluir ninguém –, mas que não entraram porque é uma seleção que começou há mais de 30 anos, foi uma experiência que eu preservei tal como aconteceu no momento”, comenta.

O poeta, vencedor de prêmios internacionais como o Camões e celebrado com um dos maiores nomes vivos da literatura, diz que não tem mais grandes ambições na carreira – na verdade, nunca as teve. “Nunca pensei que nada disso ia acontecer. Nunca imaginei uma carreira literária, ou que seria um autor famoso. O sentido da minha vida era fazer as coisas, me comunicar com os outros. Fui reconhecido por isso, mas não era o objetivo”, explica.

O único livro que Gullar prepara agora é uma coletânea de textos – “mais poéticos do que críticos” – sobre seus artistas plásticos preferidos, ainda sem data definida de lançamento. “É uma espécie de coletânea afetiva também”, brinca o poeta. Bem, pelo que se pode ver pelo lado afetivo dos poemas de Gullar, pode-se tratar de um mergulho deslumbrante.

Diogo Guedes

JConline

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