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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Poesia: "No batente de pau do casarão", um poema de Andrade Lima

No batente de pau do casarão

Tem saudade plantada no terreno
Que eu brincava no tempo de criança.
Tem um carro de boi como herança
E o chocalho dos bois dando aceno.
De uma linha maciça sem empeno
O batente fizeram num oitão.
E na frente da casa sobre o chão 
Colocaram pra gente se sentar
E nas noites de lua namorar
"No batente de pau do casarão".

.No batente de pau ainda tem
Um poema que fiz pra minha amada.
Apesar de ter na casa calçada
Preferia o batente com meu bem.
É que nele podia ter vai e vem
Com abraços ardentes de paixão.
Contemplando as belezas do Sertão 
Eu contava as estrelas e dizia:
Como é bom, meu amor, a poesia.
"No batente de pau do casarão".

.Minha mãe com meu pai também ficava
No batente sentados no passado.
Retornando ao lugar que fui criado
O batente de cedro ainda estava.
A saudade de tudo me apertava
E o cenário era só recordação.
Encontrei rascunhada uma canção
Num papel de bodega dos antigos
E uma frase fiel dos meus amigos
"No batente de pau do casarão".

Glosa: Andrade Lima.
Mote: Dedé Monteiro.
Recife PE, 28/01/201

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