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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Poesia: "Descrevendo a poesia", um poema de Carlos Aires


Descrevendo a Poesia

A poesia é uma fonte
Que tem a sua nascente
Lá nas entranhas da mente,
Nas mechas do horizonte;
Está no vale, no monte,
Nas noites de lua cheia,
Na onda que beija a areia,
Deixando a suave espuma;
Na névoa que forma a bruma,
Ou no cantar da sereia.

Em tudo ela está presente;
Na alegria, na dor,
Nos devaneios do amor,
No crepúsculo ao sol poente;
No eclodir da semente,
Numa flor que desabrocha;
No rebolar da cabrocha,
No gingado da morena;
Está na leveza da pena,
Ou na dureza da rocha.

E os campos verdejantes
Induzem pra um bom poema;
Traz inspiração e tema,
Pra versos interessantes;
Em lugares bem distantes,
Talvez a melancolia
Ao poeta propicia,
Matéria prima a vontade,
E assim disfarça a saudade,
Por trás de uma poesia.

No desabrochar da flor
Dependurada num galho,
Sugando a gota de orvalho,
Num instante encantador;
E no belíssimo esplendor
Do final da madrugada;
Está na noite estrelada,
Em pomares e jardins,
Nos mais longínquos confins,
Em tudo ela é encontrada.

Pra difundi-la Deus fez
O poeta trovador;
E por ser um sonhador,
De forma amável, cortês,
Vigilante, aguarda a vez,
Com calma e com paciência;
Quando recolhe a essência,
Põe em prática os dotes seus
Seguindo as ordens de Deus,
Escreve com sapiência

Carlos Aires

Proseando na sombra do juazeiro

Jornal Besta Fubana

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