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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Memórias do Cangaço: "O desespero do Nazareno Manoel Neto na tentativa de salvar a família Gilo..." Um texto de Sálvio Siqueira




“O DESESPERO DO NAZARENO MANOEL NETO NA TENTATIVA DE SALVAR A FAMÍLIA GILO...”
Por Sálvio Siqueira

Vários cangaceiros disparavam sobre a casa da Fazenda Tapera, onde morava a família Gilo...Para este ataque Lampião contava com cerca de cem homens. Além dos que cercaram a residência, os demais tomaram a estrada que levava a cidade, aprisionando os feirantes que para ali se dirigiam, ou se posicionavam a espera da força volante que viria em socorro aos atacados como, anteriormente, se comprometeram...A espoleta cortando, os estampidos em seqüência ininterrupta, dando para se escutar a ‘trovoada’ ao longe. Em vez do canto de algum pássaro na flora sertaneja ou mesmo o estridente assovio da cigarra nos ‘tabuleiros’ da caatinga, só ouvia-se som dos disparos anunciando uma desgraça iminente.
Quando a notícia chegou acidade, o comandante da Força Policial, Capitão Muniz de Farias, “(...)“sem saber o que fazer, corria de um lado para outro sem tomar nenhuma resolução”(...)
“As famílias da cidade de Floresta, penalizadas e compadecidas com a situação, dirigiam-se ao capitão pedindo que fosse socorrer aquela gente”(...) “O capitão mandava tocar reunir e logo mandava tocar debandar(...)”. Trecho retirado do livro de João Gomes de Lira ‘Lampião, Memórias de um Soldado de Volante. O , ainda novo, jovem, aspençada Manuel Neto fazia parte da Força comandada pelo comandante citado. No momento encontrava-se ferido no braço, fora baleado em um combate anterior contra os cangaceiros, insiste com seu superior para irem socorrer as pessoas que estavam sendo atacadas na dita Fazenda. Alegando não poder deixar a cidade sem proteção policial, o comandante não dava a ordem para partirem em socorro das vítimas do ataque dos cangaceiros.
Faltando paciência em Manuel Neto, este falou que, mesmo sabendo do grande contingente de cangaceiros, pois eram avaliados em torno de cem, que se alguém dentre os soldados se dispusessem eles iriam socorrer os sitiados. Neste momento dez Praças foram voluntários e ficaram ao lado dele. Vendo a coragem dos onze volantes, alguém aconselha que o comandante aumente a quantidade dos que iriam socorrer os da família Gilo, no que foi negado pelo capitão, mesmo sabendo que ainda ficariam protegidos com o restante da tropa.
Manuel Neto saiu correndo, acompanhado pelos dez companheiros, em direção da casa cercada para ver se conseguia salvar alguém. Ao aproximar-se dividiu seu, já reduzido, grupo na tentativa de evitar surpresas, pois sabia como agia seu velho inimigo. Não conseguindo chegar próximo a residência... antes fora atacado pelos ‘cabras’ de Lampião. Dentro da caatinga o tiroteio entre cangaceiros e soldados se intensificou. Em uma minoria escancaradamente desastrosa, os valentes volantes começaram a sentir o efeito da desvantagem. Não demora muito para se ter uma baixa fatal, um de seus comandados tomba aos seus pés. Seu ferimento reabre com os esforços da luta e volta a sangrar, causando hemorragia, debilitando-o ainda mais e a munição, depois de um boa troca de tiros, começou a escassear. Outro soldado tomba sem vida. Antevendo o final nada promissor para o restante dos soldados por ele comandados, recua estrategicamente, tentando salvar sua pequena, mas muito brava, coluna.
Neste dia, após calarem-se os estampidos dos tiros, jazem por terra treze corpos sem vida.
Fotos: o registro do combatente nazareno não encontrei o autor. A outra, mostrando o 'cemitério', foi captura por kiko Monteiro.

Sálvio Siqueira
Sálvio Siqueira
Contribuição de Sálvio Siqueira

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