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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Música: Todo calor » Isaar sintetiza a multiplicidade da música do Recife em seu novo disco

Isaar gosta de andar pelos mercados do Centro do Recife e lá busca inspiração para suas músicas.
Foto: Josivan Rodrigues/Divulgação
Isaar gosta de andar pelos mercados do Centro do Recife e lá busca inspiração para suas músicas. Foto: Josivan Rodrigues/Divulgação
Recife é festa, é folia e também melancolia. Recife é tristeza e é desigualdade na diversidade. Recife é preto, branco, moreno e galego. Recife é beleza e marginalidade. Recife é tragédia e alegria. Recife é, como o pessoal do manguebeat expôs, pop, rock, maracatu, eletrônica, frevo, consciência social e amor (romântico e universal). Recife é Todo calor, novo álbum de Isaar. O disco será disponibilizado para audição e download gratuito, a partir deste sábado (15), no site www.isaar.com.br. A versão física só estará nas lojas depois do carnaval.


Inspirada por andanças e vivências pela cidade e apoiada por uma banda criativa e segura, a cantora e compositora concebeu um álbum que sintetiza a multiplicidade local. “Ando muito pelo Recife. Gosto de passar pelos mercados São José e da Boa Vista, do Centro. Aquilo é, no dia a dia, muito vivo e muito rico”, descreve Isaar.

Nas 11 faixas do disco, a artista mostra uma bem temperada reunião de sons da cultura popular com outros estilos do mundo. Em momentos nos quais as vocalizações lembram as de cantoras de coco, ciranda ou de toadas de maracatu, a banda vai de rock, pop ou reggae de maneira equilibrada e enxuta. “Me falam que é o meu disco mais urbano. Porém o ‘urbano’ do Recife é bem diverso, né? São muitos sons que se ouvem pela cidade”, explica.

Assista a reportagem em vídeo com Isaar:




Todo calor foi produzido por Bernardo Vieira e gravado no Fábrica Estúdios, com recursos da própria artista. As primeiras composições começaram a surgir em meados de 2012. No entanto, foram interrompidas em setembro daquele ano por conta da trágica morte, provavelmente provocada por uma bala perdida, de Lito Viana, seu baixista, amigo e braço de apoio musical. “Resolvi dar uma parada e dissolver a banda que me acompanhava na época. Precisava de um tempo para refletir”, rememora.

Lito deixou diversas harmonias prontas no violão, o que facilitou o trabalho da nova banda reunida por Isaar para atuar no novo disco. “Mas eu deixei o pessoal bem à vontade para trabalhar”, reforça Isaar. O time que gravou Todo calor e vem tocando com ela ao vivo é composto por Gabriel Melo (guitarra), Rama Om (baixo), Do Jarro (bateria) e Deco do Trombone.

Ouça a faixa Tudo em volta de mim vira um vão, uma das novas canções do disco:



Depoimento

Ângelo Souza, o Graxa, fala sobre Isaar

“O lance de Isaar escutar minha música (Tudo em volta de mim vira um vão) e querer gravá-la foi algo muito emocionante, saca? Do tipo: ‘alguém valorizou meu lado compositor e justamente alguém especial’. Isso é uma coisa que me deixa muito feliz em meio a tanta coisa que envolve a música. É algo que a coloca num patamar muito massa: ela, a canção, e nada mais além disso”


Faixa a faixa

Nunca desapareça - Faixa dançante e solar, um típico “rock pernambucano”, com metais e batida criativa de Do Jarro. Composição de Isaar com Lito Viana.

Casa vazia - Primeira música que foi liberada para audição e download gratuito, por meio do site da cantora. Forte candidata a hit nos palcos e festinhas da cidade.

Estrada de sementes - Reggae de exaltação à esperança e ao perdão, com participação do grupo feminino Voz Nagô.

Todo calor - Trata da questão racial de maneira afirmativa, porém com leveza. “Queima a pele preta eu vou, quanto mais escura melhor / nariz arredondado, olhos de jabuticaba e cabelo pixaim/ Sou assim!”.

Coisas por escrito - Versos do olindense França, musicada por Lito, e dedicada ao poeta marginal Miró. A percussão afro aparece com força.

O que será de mim - Música com ritmo, metais e guitarra que lembram a alegria das bandas carnavalescas de… New Orleans.

Brincadeira - É, basicamente, a recitação de uma canção do cantor e compositor pernambucano Cássio Sette.

Festa na roça - Composta pelo músico e produtor paulista Beto Villares, a música se transformou em um samba-reggae. Recife também é Salvador.

Estação ligeira - Nesta faixa, Isaar coloca por terra a tese de que o frevo não se renova. De forma suave, ela canta em cima de uma batida tradicional do ritmo. A guitarra vai por outro caminho, mais espacial, o que provoca novas sensações.

Tudo em volta de mim vira um vão - Um dos melhores momentos do álbum com Isaar interpretando de peito aberto as bonitas e inventivas letra e música do cantor e guitarrista Graxa.

Espero bem devagar - É a canção mais introspectiva do disco. É a única que conta com o registro do baixo de Lito Viana e transmite uma certa tristeza.

AD Luna - Diarios Associados

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