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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Música: Dono da arte » Alceu Valença lança disco com sucessos de carnaval

O cantor se prepara para divulgar filme próprio e apresentar DVD com a Orquestra Ouro Preto
Cantor e compositor aproveita viagem à Europa para gravar documentário sobre a carreira. Foto: Yane Montenegro/Divulgação
Cantor e compositor aproveita viagem à Europa para gravar documentário sobre a carreira. Foto: Yane Montenegro/Divulgação
Alceu Valença fez só um show em 2014. Foi no último sábado, no Miden, em Cannes (França), uma das principais feiras da indústria fonográfica mundial. O descanso dos palcos antecede o período mais intenso da agenda: o carnaval, com média de duas apresentações diárias. Mas não significa interrupção das atividades artísticas nem diminuição do ritmo em que conversa.

Na Europa desde o início de janeiro, o cantor e compositor pernambucano gravou imagens e depoimentos para um documentário sobre os primeiros anos da carreira. As tomadas foram em Paris, onde Alceu morou em 1979 e compôs Coração bobo, impulsionadora do sucesso nacional, em 1980. A última parada é Lisboa. De lá, conversou com o Viver, pelo Skype, e aproveitou para mostrar a vista do apartamento que aluga quando vai à cidade. “Portugal me lembra Olinda. Gosto do casario, do bacalhau, das ladeiras, dos degraus”, compara. Ele volta ao Brasil na sexta-feira, véspera da estreia do disco Amigo da arte, no Rio de Janeiro.
Valencianas. Foto: Orquestra Ouro Preto/Divulgação
Valencianas. Foto: Orquestra Ouro Preto/Divulgação
O repertório chega aos palcos pernambucanos apenas durante a Folia de Momo, com a já tradicional participação no encerramento da festa, no Marco Zero - desta vez ao lado da cantora portuguesa Carminho (ela veio no ano passado, como convidada de Naná Vasconcelos). A partir de hoje, o disco está disponível nos aplicativos iTunes, Rdio, Deezer e Spotify, por US$ 9,99 (R$ 24,20). A versão em CD chega às lojas na segunda quinzena de fevereiro.

Amigo da arte tem a cara do carnaval pernambucano. É a versão mais conhecida de Alceu (cujo trabalho se desdobra em seis formatos de apresentação) por aqui, desde o primeiro show de carnaval que fez, na década de 1980, em Boa Viagem, em frente à casa da mãe - e nunca mais parou. Para ele, é uma compilação do projeto Asas da América, criado por Carlos Fernando, em 1980. “É, de certa forma, uma homenagem. No Asas, eu não cantava todas as faixas. O disco é uma fotografia do carnaval de Pernambuco, em todas as suas vertentes, desde Nazaré da Mata, Caruaru, até a efervescência de Olinda”.

Luneta do tempo. Foto: Antonio Melcop/Divulgação
Luneta do tempo. Foto: Antonio Melcop/Divulgação
Os fortes batuques de frevos, maracatus, caboclinhos e cirandas dão o tom do disco. As faixas foram gravadas no Recife, há cerca de 10 anos e redescobertas no ano passado. “As coisas demoram. Para mim, existem três tempos: presente, passado e futuro. E as coisas vão acontecendo”, filosofa. Em 2013, ele finalizou o lendário filme Luneta do tempo, produzido há mais de uma década.

Há versões de clássicos, como o hino Voltei, Recife e a bela declaração à cidade Frevo número 1, do cronista pernambucano Antônio Maria, registrada por Alceu e Carminho. E também novidades em discos dele, como Sou eu teu amor, primeira parceria com Carlos Fernando, falecido em setembro de 2013, gravada por Jackson do Pandeiro e Gilberto Gil no Asas da América. Animado para o carnaval, Alceu reforça o pedido: “Por favor, botem fantasias. É tão bonito ver as pessoas fantasiadas. Agora, elas botam uma camisa do patrocinador, parecem um outdoor”. E, para dar o exemplo, já garantiu o figurino. Uma fantasia de mágico, comprada em Paris.

Valencianas

Gravado em novembro de 2012, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, o DVD de Valencianas deve sair em maio, pela Deckdisc. O projeto é uma homenagem da Orquestra Ouro Preto, com composições dele em versão de música de concerto.

Luneta do tempo

O filme Luneta do tempo, com direção de Alceu, está finalizado, após 14 anos de produção, mas não tem data de lançamento. O enredo se passa entre as décadas de 1930 e 1960 e todos os diálogos são cantados. Hermila Guedes e Irandhir Santos estão no elenco.


 (Yane Montenegro/Divulgação)



Primeiros sucessos

O ano de 1979, quando ele morou na França e gravou o disco experimental Saudades de Pernambuco, e o início da década de 1980 serão abordados em filme  dirigido por Luis Abramo e produzido pela esposa, Yanê Montenegro, em fase de gravação.

Faixa a faixa

O repertório por Alceu:

Olinda - Fala, claro, de Olinda, da sua paz, da sua ambiência. Tem uma batida de afoxé e uma abstração mágica, mântrica. Eu fiz na Holanda, em um hotel.

Frevo da lua - É um frevo meu, de Maurício Oliveira e Gabriel Moura. Eu tinha feito a primeira parte para Rafael, meu filho. Ele dizia “Olha a Lua, papai”, e, dali, saiu. Fiz para ele deixar a chupeta. E deu certo. Quando Maurício devolveu a música, aumentei.

Frevo dengoso - É uma música de Don Tronxo. Fala de Olinda mesmo, do período que vem um pouco antes do carnaval. Era um período muito bom, quando eu podia brincar, porque tinha menos gente.

O Homem da Meia-Noite - É a segunda música que compus com Carlos Fernando e o primeiro frevo que tive coragem de cantar. Ficava com medo de parecer com alguém.

Nas asas de um passarinho - É uma história romântica em que o sujeito perde a amada. Não lembro onde fiz.

Amigo da arte - É um caboclinho. Eu tinha um jipe velho e passava o carnaval em Olinda, no Recife. Mas fui ver os maracatus da Zona Rural e aquilo ficou marcado. Obviamente, estava acompanhado de uma gata.

Maracatu (sobre poema de Ascenso Ferreira) - Quando criança, vi um homem grande com um chapelão engraxando o sapato. Disse a minha mãe: “Veja que homem estranho”. “É Ascenso Ferreira”. Achei que poeta tinha que usar chapéu. É o primeiro maracatu com guitarras, em 1982.

Sou eu teu amor - É minha primeira parceria com Carlinhos (Fernando). Ele fez para um festival e depois achou pequena. Aí, fiz a segunda parte.

Frevo nº 1 - É um frevo já clássico, de Antônio Maria. Aí eu percebi que tinha uma ligação com o fado português e convidei Carminho para cantar.
Ciranda da Aliança - É uma parceria com Emanuel Cavalcanti, ator, que morou na minha casa. Compusemos na brincadeira.

Pirata José - É um roteiro de um filme, de um cara que deixa uma gata no carnaval, depois volta, achando que vai encontrá-la. E eles se cruzam em Olinda, mas estão fantasiados e não se veem.

Voltei, Recife - Não poderia ficar de fora. Foi o primeiro sucesso meu de carnaval.

Sonhos de valsa - É como se fosse o fim do carnaval, a “quinta-feira de cinzas”, já com saudades.

Diário de Pernambuco

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