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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Poesia: "Onde é sertão", por Virgílio Siqueira

Foto: Onde é sertão

Sertão é onde
O sol se expande, lume

E corresponde ao aço, exato gume
Da mesma forma que à flor
Espinho ou perfume

Quando fonte
Veio d’água, minado
Quando chovido, encantado

À noite, enigma e negrume

Encantamento: lua, estrela, breu-sertão
Vaga-lumeado

Céu-acalanto, céu de aboio, céu/baião
Chuvisco, pesponteado

Reino de tão intensa luz
E de tão rara escuridão

Rasteiro e alado

Vastidão-flama, céu de chumbo
Véu que se derrama ao chão

Nuvem que chora, quando é chuva
Enlevo à alma, como ao coração

Dentro da gente que trilha
Ante entrevero ou penedia

Ao sol, incandescida pilha
No pino do meio-dia

Dentro do que se finca
Na fibra e no afinco do andarilho

Na entranha do que míngua ou perde o trilho
E do que se irradia

Do que voa, avança e vence
Do que desentoa, mirra ou medra

Dentro da alma de pluma
Dentro da alma de pedra

Virgílio Siqueira

VAGA-LUMEAR - Página 365 

Musicado por DAVI















Onde é sertão

Sertão é onde
O sol se expande, lume

E corresponde ao aço, exato gume
Da mesma forma que à flor
Espinho ou perfume

Quando fonte
Veio d’água, minado
Quando chovido, encantado

À noite, enigma e negrume

Encantamento: lua, estrela, breu-sertão
Vaga-lumeado

Céu-acalanto, céu de aboio, céu/baião
Chuvisco, pesponteado

Reino de tão intensa luz
E de tão rara escuridão

Rasteiro e alado

Vastidão-flama, céu de chumbo
Véu que se derrama ao chão

Nuvem que chora, quando é chuva
Enlevo à alma, como ao coração

Dentro da gente que trilha
Ante entrevero ou penedia

Ao sol, incandescida pilha
No pino do meio-dia

Dentro do que se finca
Na fibra e no afinco do andarilho

Na entranha do que míngua ou perde o trilho
E do que se irradia

Do que voa, avança e vence
Do que desentoa, mirra ou medra

Dentro da alma de pluma
Dentro da alma de pedra

Virgílio Siqueira

Virgilio Siqueira

VAGA-LUMEAR - Página 365

Musicado por DAVI

Fonte: Facebook do autor

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