Seguidores

Para Que Vim


Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Poesia: "Estruturas invisíveis", uma poesia de Virgílio Siqueira

Foto: Estruturas invisíveis

Irrompe em nova caminhada
Agora noutra direção, feito enigma; sem nome
(Tinge o lume do sol do sertão nordestino na textura do seu passo)

A estrutura física é a mesma
O semblante guarda a mesma expressão; rígida
De onde olhos perspicazes se lançam à captura de exatas imagens

Aprova seu novo não-nome
O poeta se reconstrói de dentro dos seus traços
Que se harmonizam com a criatura escondida no bojo de si mesmo

Não precisam saber de nada
Do cidadão que vai à rua com velada pretensão
Recolhendo retalhos de luzes, com os quais tecerá a roupa do seu dia

Não terá face o homem silente
O que fisga partículas poéticas que voam perdidas
Opacas, iguais à figura que não se vê luzindo nas próprias expressões

Não revolverá sonhos tecidos
Sorverá ares do norte; e estes moverão seus teares
(Há frutos sumarentos ali, por serem devorados e descritos seus teores)

Voando em seus próprios ares
Imprimindo-se em seus próprios sabores e formas
Vetando, ao nome que o descreve, qualquer definição à sua força e luz

Então voará nas asas da poesia
Jamais lhe emprestando o próprio nome ou lume
Portanto, aquele não terá rosto nem será exaltado por façanha vernácula

Reterá em si a fibra do silêncio
E deixará que as imagens e coisas, por si mesmas
Se façam imponentes e luzidias; sem o nome de quem as cultua ou versa

E o poeta, retido em si mesmo
Não se negará à entrega, na plenitude do silêncio
Onde será, apenas e tão somente, o sustentáculo de estruturas invisíveis

Virgílio Siqueira 

VAGA-LUMEAR - Página 404

Estruturas invisíveis

Irrompe em nova caminhada
Agora noutra direção, feito enigma; sem nome
(Tinge o lume do sol do sertão nordestino na textura do seu passo)

A estrutura física é a mesma
O semblante guarda a mesma expressão; rígida
De onde olhos perspicazes se lançam à captura de exatas imagens

Aprova seu novo não-nome
O poeta se reconstrói de dentro dos seus traços
Que se harmonizam com a criatura escondida no bojo de si mesmo

Não precisam saber de nada
Do cidadão que vai à rua com velada pretensão
Recolhendo retalhos de luzes, com os quais tecerá a roupa do seu dia

Não terá face o homem silente
O que fisga partículas poéticas que voam perdidas
Opacas, iguais à figura que não se vê luzindo nas próprias expressões

Não revolverá sonhos tecidos
Sorverá ares do norte; e estes moverão seus teares
(Há frutos sumarentos ali, por serem devorados e descritos seus teores)

Voando em seus próprios ares
Imprimindo-se em seus próprios sabores e formas
Vetando, ao nome que o descreve, qualquer definição à sua força e luz

Então voará nas asas da poesia
Jamais lhe emprestando o próprio nome ou lume
Portanto, aquele não terá rosto nem será exaltado por façanha vernácula

Reterá em si a fibra do silêncio
E deixará que as imagens e coisas, por si mesmas
Se façam imponentes e luzidias; sem o nome de quem as cultua ou versa

E o poeta, retido em si mesmo
Não se negará à entrega, na plenitude do silêncio
Onde será, apenas e tão somente, o sustentáculo de estruturas invisíveis

Virgílio Siqueira 

Virgilio Siqueira

VAGA-LUMEAR - Página 404


Facebook do Autor

Nenhum comentário:

Postar um comentário