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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Cinema » Indicado a 10 Oscars, Trapaça é exercício de estilo vintage

Longa-metragem do cineasta David O. Russell é um desfile de cabelos e figurinos. Foto: Sony/ Divulgação
Longa-metragem do cineasta David O. Russell é um desfile de cabelos e figurinos. Foto: Sony/ Divulgaçã 

Empatado com GravidadeTrapaça é o candidato com mais indicações ao Oscar em 2014 e concorre em dez categorias. Apesar de ser considerado favorito por causa desse número e por ter vencido o Globo de Ouro, o filme pode perder a estatueta principal por ser um mero exercício de estilo, sem maiores pretensões humanistas, políticas ou sociais. A trama é engenhosa e tem suas complexidades, mas tudo fica bem explicadinho até o desfecho, pois o mais importante é mesmo o entretenimento.


O êxito do filme no Oscar é explicado principalmente pela combinação entre o diretor David O. Russell e os atores Christian Bale, Bradley Cooper, Amy Adams e Jennifer Lawrence. Comparados com seus concorrentes, nenhum deles merece ganhar, mas seus nomes estão perfeitamente encaixados no competitivo alpinismo de Hollywood.

Em 2011, com O vencedor, o cineasta David O. Russell foi indicado, Bale ganhou o prêmio de melhor ator e Amy foi indicada a melhor atriz coadjuvante. Em 2013, com O lado bom da vida, ele foi indicado mais uma vez a melhor diretor, Jennifer foi eleita melhor atriz e Cooper concorreu na categoria de melhor ator. Em Trapaça, portanto, ele junta o elenco dos dois filmes anteriores e assim percorre o caminho da estatueta dourada sem surpresas. É o famoso "toma-lá-dá-cá".

Apesar de haver boas chances, dar o prêmio de melhor direção a David O. Russell desta vez soaria meio estranho, já que ele praticamente copia a maneira de filmar e narrar de Martin Scorsese, seu concorrente direto em 2014 com O Lobo de Wall Street. Do clássico estilo scorsesiano, estão lá as imagens congeladas, as narrações em off, os flashbacks alternados, as câmeras que flutuam pelos espaços seguindo os personagens e uma sequência de prisões de poderosos (sempre perto do final do filme), entre outros detalhes.

Trapaça retrata um acordo entre um detetive do FBI (Cooper) e o trambiqueiro Irving Rosenfeld (Bale) com o objetivo de levar políticos corruptos para a prisão na década de 1970 (a época proporciona ao filme um visual estiloso e uma trilha sonora retrô). Para reduzir a pena por seus crimes, o trapaceiro aceita colaborar com a polícia e ajudar a armar transações de suborno que levariam para a cadeia o prefeito de Nova Jersey e um grupo de parlamentares.

Jennifer e Amy interpretam respectivamente a esposa e a amante (e comparsa) de Rosenfeld, que sempre corre o risco de pôr tudo a perder por causa das pressões das duas. Robert De Niro (outro elemento scorseseano) rouba a cena em uma ponta, no papel de um chefão dos cassinos de Miami.

Veja uma cena do filme:



Uma questão interessante nas entrelinhas do filme está na postura dos políticos, que entram em esquemas de corrupção sob a alegação de estarem trabalhando em nome do bem da população (algo bastante familiar para os brasileiros). Eles não necessariamente cometem seus crimes para enriquecer pessoalmente, mas para trazer novos investimentos e empregos para a comunidade de eleitores que representam. Essa situação é simbolizada principalmente na figura ingênua do prefeito, interpretado por Jeremy Renner (o Hawkeye de Os Vingadores), que ficou fora do esqueminha das indicações ao Oscar.

Essas questões éticas, na verdade, são um detalhe (até porque é um filme sobre trambiques), pois o mais importante é acompanhar as pegadinhas do roteiro e o desfile de decotes, perucas, ternos, óculos e cabelos artificialmente cacheados em cenários cobertos de papéis de parede vintage.

Júlio Cavani - Diario de Pernambuco

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