Seguidores

Para Que Vim


Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

sábado, 24 de agosto de 2013

Poesia: Mestre >> Ivanildo Vila Nova celebra 50 anos de repente

Maior nome da cantoria de viola completa meio século de profissão e comprova a vitalidade do gênero
Foto: Divulgação

O repente é para poucos. "Mas se tiver 100 pessoas numa cantoria pé de parede, são 100 pessoas inteligentes", provoca Ivanildo Vila Nova, sem falsa modéstia. "O mesmo não se pode dizer de onde tem 10 mil pessoas acompanhando uma banda", complementa. Considerado o maior cantador em atividade, Vila Nova celebrou no mês passado 50 anos de profissão, contados a partir do dia em que saiu da casa dos pais, aos 18 anos, para viver só de viola e poesia. Hoje à noite ele celebra a efeméride em cantoria com Rogério Menezes, às 21h, no Bar do Paulo, tradicional reduto do gênero no bairro de San Martin.
"Na cantoria não tem bailarino, jogo de luz, aparato de som, apelo sexual, não tem nada disso. A única coisa que tem são os cantadores e a poesia. O público da cantoria pode ser de qualquer nível econômico, mas são pessoas com sensibilidade diferenciada", resume, ao descrever este gênero de arte de resistência. Para o ouvinte pouco familiarizado com o repente, a melodia renitente e a sonoridade suja da viola escondem a ciência que há por trás de versos metrificados e rimados em padrões complexos.
Segundo Vila Nova, para improvisar com agilidade é fundamental ter um bom repertório de informações. "É preciso ter uma base para entrar na cantoria. O cantador sempre foi uma máquina de cultura. No princípio, era ele que levava o conhecimento às cidades por onde passava. No meu tempo, o sujeito terminava o primário e sabia mais do que muito universitário de hoje". Ele pondera que rima e métrica se aprende na escola, "mas colocar poesia de improviso é algo que nasce com o cantador".
Ivanildo nasceu em Caruaru e cresceu acompanhando o pai, o famoso cantador José Faustino Vila Nova, pelas noitadas de cantorias. Se a vida de repentista na época era espinhosa, para um menino, então, o sacrifício era extremo. "Comecei com 12 anos. Muitas vezes meu pai me deixava na cantoria e depois ia me buscar. E cantoria naquela época era a noite toda, chegava a durar dez horas." No início como profissional, viajava de trem, a cavalo, em caminhão de feira ou mesmo a pé. Hoje, viaja de carro, quase sempre sozinho e com agenda cheia – no mês passado foram 20 apresentações, sendo três no Recife.

João Marcelo Melo

Especial para o JC

Nenhum comentário:

Postar um comentário