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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

MANGUEBEAT: Nação Zumbi e Mundo Livre S/A voltam às origens em disco lançado nesta terça

As bandas em 1992, no início do movimento mangue, ainda com Chico Science na formação da Nação Zumbi e Otto na de Mundo Livre S/A / Foto: Heudes Regis/JC Imagem

As bandas em 1992, no início do movimento mangue, ainda com Chico Science na formação da Nação Zumbi e Otto na de Mundo Livre S/A

Foto: Heudes Regis/JC Imagem


A ideia de duelo é trazida logo no título do álbum: Mundo Livre S/A X Nação Zumbi (Deck), mas combate é o que menos se faz presente no registro que traz duas das maiores bandas pernambucanas e brasileiras reinterpretando uma a outra. E com certeza é importante deixar bem claro que o disco, lançado oficialmente nesta terça (27), se trata mais de um complemento dos grupos, quase que um casamento no qual o CD representa um álbum antigo de fotografias que vem sendo revisitado através do olhar diferente que o tempo promove. O desafio foi lançado para as bandas: sete faixas para cada, sem restrições quanto às músicas e álbuns a serem escolhidos, mas também sem direito a saber quais faixas a outra banda escolheu.
De Mundo Livre para Nação Zumbi foram quatro músicas do primeiro álbum, Da lama aos caos, de 1994: A cidade, A praieira, Rios, pontes e overdrives eSamba makossa; uma de segundo disco, Afrociberdelia de 1996, Etnia, ambos da fase com Chico Science; a faixa homônima do disco Meu maracatu pesa uma tonelada, de 2002, e uma do último álbum da Nação, Fome de tudo, de 2007:No Olimpo. Já de Nação Zumbi para Mundo Livre, as escolhas foram Livre iniciativa e Musa da Ilha Grande, do primeiro disco da banda, Samba esquema noise, de 1994; Bolo de ameixa, do álbum Carnaval na obra, de 1998; Girando em torno do sol, Pastilhas coloridas e Seu suor é o melhor de você, deGuentando a ôia, lançado em 1996,e O velho James Browse já dizia, do último álbum de Mundo Livre, Novas lendas da etnia de Toshi Babaa, do ano passado.



Dentre os muitos discos e músicas de sucesso de cada banda, não foi fácil a malha fina para se chegar a um resultado final de apenas sete faixas. Para Fred 04, vocalista da Mundo Livre S/A, a escolha de selecionar músicas do início da carreira da Nação Zumbi foi proposital desde o início e celebra de uma certa forma os quase 20 anos de nascimento da cena mangue (o manifestoCaranguejos com cérebro foi escrito em 1992). “A gente não podia deixar passar uma oportunidade como essa de estar fazendo 20 anos de manifesto e dos lançamentos dos primeiros discos das duas bandas. Não fazia sentido não aproveitar essa data redonda. É uma maneira de relembrar a importância que foi a cena mangue”, explica.



A reciprocidade na seleção das músicas do início da carreira da Mundo Livre foi, segundo Fred, “uma coincidência feliz”. Mas em resposta, o baixista da Nação Zumbi, Dengue, brinca dizendo que Mundo Livre “só sabe tocar músicas do nosso primeiro álbum”. “Não foi tão difícil escolher apenas sete músicas porque, apesar da Mundo Livre ter um trabalho extenso e muito bom, optamos naturalmente por pegar as faixas que mais gostamos deles”, explica.
Mundo Livre S/A VS Nação Zumbi é daqueles discos que não apenas se ouve repetitivamente, mas também que fazem o ouvinte querer descobrir e redescobrir as canções e os álbuns originais e, assim sendo, também relembrar os primórdios do relacionamento da Mundo Livre S/A e da Nação Zumbi. União cujo ápice das bodas de porcelana será em palco, com as releituras tocadas ao vivo e emoções por ambos os grupos – infelizmente ainda sem datas definidas para o Recife, mas com a garantia que irá acontecer em São Paulo, provavelmente em setembro.



Jornal do Commercio

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