
COLIBRI
Jamais desejo ser algo exclusivo
A merecer a essência do jasmim.
Tudo o que se inicia tem meio e tem fim
Não me deixando da paixão cativo.
Você não me entende sendo impulsivo,
Nem haverás de aceitar sendo eu assim:
Um beija flor sobrevoando um jardim
Distribuindo todo o seu amor nativo.
Já não quero sentir o teu perfume,
O seu aroma é uma tragédia do ciúme,
Prenunciando o lado vão desta espera.
É que todo o fruto da tua semente
Obrigou meu coração a ser dormente
Ansiando o despontar da primavera.
Flávio Petrônio,
São José do Egito-PE, 2004
Jamais desejo ser algo exclusivo
A merecer a essência do jasmim.
Tudo o que se inicia tem meio e tem fim
Não me deixando da paixão cativo.
Você não me entende sendo impulsivo,
Nem haverás de aceitar sendo eu assim:
Um beija flor sobrevoando um jardim
Distribuindo todo o seu amor nativo.
Já não quero sentir o teu perfume,
O seu aroma é uma tragédia do ciúme,
Prenunciando o lado vão desta espera.
É que todo o fruto da tua semente
Obrigou meu coração a ser dormente
Ansiando o despontar da primavera.
Flávio Petrônio,
São José do Egito-PE, 2004
ABSURDIDADE
Sou um espantalho que o espelho espantou,
Eu sou a sombra sem um teto ao meio dia.
Sou fóssil onde jaz a mãe poesia,
Que o mundo ignorando fecundou.
Sou o tempo quando o tempo não esperou;
Saliva no beijo que não sacia;
Procela saudosa da harmonia,
Daquele oceano que em tempos secou.
Sou os braços num abraço que consome;
Caneta que no cosmos fez o nome
Que até o momento ninguém diz que leu;
Presente de um passado sem futuro
Sou projetil que na razão fez furo
Renascendo o universo que morreu.
Flávio Petrônio,
Campina Grande-PB, Out 2008
Sou um espantalho que o espelho espantou,
Eu sou a sombra sem um teto ao meio dia.
Sou fóssil onde jaz a mãe poesia,
Que o mundo ignorando fecundou.
Sou o tempo quando o tempo não esperou;
Saliva no beijo que não sacia;
Procela saudosa da harmonia,
Daquele oceano que em tempos secou.
Sou os braços num abraço que consome;
Caneta que no cosmos fez o nome
Que até o momento ninguém diz que leu;
Presente de um passado sem futuro
Sou projetil que na razão fez furo
Renascendo o universo que morreu.
Flávio Petrônio,
Campina Grande-PB, Out 2008

Fonte: Facebook (Linha do tempo do autor)
CANTIGAS E CANTOS
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