O ABRAÇO (Soneto sem a letra “E”)
Ó minha amada, como não sabias
Das minhas loucas ou fantasiosas
Sombras platônicas sob fantasias
Mas amparadas no jardim das rosas
Nos mil abraços, junto a mim dizias
Ò minha louca amada, tantas prosas
Mas como foram ocas ou vazias
Ficaram por nós dois, voluptuosas
Mas ora nós sonhamos outros sonhos
Muito mais puros, muito mais risonhos
Aprimorados nas pronúncias cultas
Assim podíamos nos aproximar
Para curtir o rico paladar
Das coisas radicais ainda ocultas.
Donzílio Luiz
Soneto retirado do Livro do Autor "Vôo Livre"
CANTIGAS E CANTOS
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