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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Poesia: "O veleiro Brasil", um poema de Marcos Mairton

veleiro_na_tempestade
O VELEIRO BRASIL
Há alguns meses atrás,
Um querido e velho amigo
Aborreceu-se comigo.
Disse que eu era incapaz
De reconhecer quem faz
O melhor para o país.
Que era um erro ouvir quem diz
Que a praga da inflação
Unida com a recessão
Faria o povo infeliz.
Eu tentei argumentar
Que, na verdade, a razão,
Dessa preocupação
Que estava a me incomodar,
Era o jeito de falar
De muitos economistas,
Que baseados em listas
De dados condicionantes,
Tornavam preocupantes
As previsões futuristas.
“É também muito inquietante”
– disse eu, na ocasião –
“Saber que a corrupção
No país, é alarmante.
Esse esquema tão gigante,
Envolvendo os empreiteiros,
As estatais, os doleiros
Partidos de várias cores,
Periga trazer mais dores
Aos corações brasileiros”.
Meu amigo debochou.
Me chamou de pessimista.
Disse que a mídia golpista
Há muito me dominou.
Que em minha mente implantou
Um ódio quase mortal
Da pobreza nacional,
Que mudou de condição.
E ver pobre em avião
É coisa que me faz mal.
Eu, meio ressabiado,
Achei melhor me calar,
Esperançoso de estar
Realmente equivocado.
Mas hoje vejo, assustado,
A coisa se complicando.
Vejo os preços aumentando,
A economia encolhendo,
O desemprego crescendo,
O país desmoronando.
E lembro do cidadão,
Que zombou do que eu falava
E dizia que eu estava
Torcendo contra a nação.
Será que já tem noção
Do que está acontecendo?
Será que está percebendo
O caos na Economia?
Que o governo, a cada dia,
O controle está perdendo?
Será que já reconhece
Que, além da economia,
A política, hoje em dia,
É uma fruta que apodrece?
Que todo dia aparece
Na imprensa um novo fato,
Um desvio em um contrato,
Uma entrega de propina,
Coisas que já são rotina
Na Operação LavaJato?
Caro amigo, bom seria
Que tu tivesses razão,
E aquela preocupação,
Que eu expus naquele dia,
Fosse apenas fantasia
Da mídia dita golpista.
Mas, sendo bem realista:
Brasil hoje é um veleiro,
Que segue sem timoneiro,
Nem sinal de terra à vista.
Marcos Mairton
Jornal Besta Fubana

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