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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

domingo, 20 de setembro de 2015

Memória: 28 anos da morte de Zé Marcolino, uma homenagem de Ivan Patriota de Siqueira


De origem humilde e vida simples, o poeta/compositor José Marcolino Alves muito nos encantou e encanta com suas poesias e canções registradas, principalmente, através do tom grave da sua voz. Acho que ninguém retratou tão bem a alma sertaneja, nem descreveu tão profundamente o sertão como Zé Marcolino. Em 19 de setembro de 1987, o carro em que viajava, ao tentar desviar de uma vaca na estrada, capotou e feriu gravemente o poeta que veio a falecer no dia seguinte, aos 57 anos de idade. Presto aqui minha homenagem ao poeta com duas décimas; a primeira, evocando dez dos seus grandes sucessos:

“A Estrada” ficou no mesmo chão
Nem o tempo secou “Cacimba Nova”
E a “Saudade Imprudente” se renova
Quando ouvimos o “Pássaro Carão”
A “Cantiga de Vem-Vem” é baião
Pra “Cintura de Abelha” forrozar
E o chiado da “Pedra de Amolar”
No “Serrote Agudo” nós inda temos
Pra animar “A Dança de Nicodemos”
“Numa Sala de Reboco” de lá.

A segunda, glosando o seguinte mote:

“Bate o vento no terço da saudade
No pescoço da cruz de Marcolino”

O poeta, parece, ainda canta
No descanso da última morada
Sucumbido que foi numa estrada
Seu legado a todos nós encanta
E o tom grave da sua garganta
Que até hoje ecoa tão cristalino
Para mim é como escutar um hino
Despertando o dom da simplicidade
Bate o vento no terço da saudade
No pescoço da cruz de Marcolino.

Ivan Patriota de Siqueira

CANTIGAS E CANTOS

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