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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Poesia: "Enquanto houver essa “raça” O Brasil tá sem futuro.", um poema de Carlos Airres



Esse solo ressequido
Onde a beleza se encerra
É meu Sertão, minha terra
O lugar que fui nascido
Porém é tão esquecido
Esse pedaço de chão.
Os que mandam na Nação
Chegam com seus falsos planos
Só de quatro em quatro anos
Quando é tempo de eleição
Nessa época o meu sertão
É muito bem visitado
Vem prefeito e deputado
Visitar a região.
Prometendo solução
Pra seca que ameaça
Mas quando a votação passa
Se o infeliz se elegeu
Esquece o que prometeu
E a gente fica de graça.
Esses homens lá da praça
Ninguém sabe nem quem é
Chegam na casa de Zé
Aperta a mão e lhe abraça
Num bom bate-papo laça
O voto do agricultor
Como um bom enganador
Num papel deixa anotado.
“Pra que are o seu roçado
Eu vou mandar um trator”.
E ainda diz: meu senhor
Pra vê-lo bem mais contente
Também vou mandar semente
Enxada e cultivador
De cada trabalhador
Pago o dia trabalhado
E assim fica combinado
Eu garanto e lhe asseguro
Não fique “em cima do muro”
Vote e espere o resultado
O homem despreparado
Que vive em meio a brenha
Escuta aquela resenha
Do cidadão “educado”
Dá crença ao desgraçado
Que lhe armou essa cilada
De maneira descarada
Na maior cara de pau
Deixou seu bote no grau
Lançando a sua cartada
Igual cascavel malvada
Que ataca de surpresa
Quando morde a sua presa
E a deixa imobilizada
Ele atrai a matutada
Que logo nele confia
Dá um vestido a Maria
A João um par de sapatos
Desses feios e baratos
Mas lhe enche de alegria
E também providencia
Feijão café rapadura
Arruma uma dentadura
Pra o marido, de Luzia
Esbanjando simpatia
Na cara um falso sorriso
Do camponês indeciso
Ganha o voto cobiçado
Desembolsa algum trocado
Porém não tem prejuízo.
Num discurso de improviso
Que dura poucos segundos
Promete mundos e fundos
De modo amplo e preciso
Demonstrando muito siso
Na maior seriedade
Se sente muito a vontade
Pra fazer sua barganha.
E as promessas de campanha
Não passam de falsidade
Essa é a realidade
Nesses sertões do Nordeste
Onde o mau político investe
Toda criatividade.
Aproveita a ingenuidade
Do ruralista tão puro
Ludibria, faz seu furo
Com dolo, fraude e trapaça.
Enquanto houver essa “raça”
O Brasil tá sem futuro.
Carlos Aires
Proseando na sombra do juazeiro
Jornal Besta Fubana

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