O mar com sua beleza
São obras do Criador
Que engrandecem a natureza
E sem que haja desgaste
Formam um belo contraste,
E nos pensamentos meus
Iguala-se em magnitude
Contendo toda a virtude
Das grandes obras de Deus.
Entre as suas vagas e brumas,
Quando espalha na brancura
D’areia, suas espumas,
Porém o céu com firmeza
Exibe o azul turquesa
Além do sol radiante
E as nuvens em profusão
Quais capuchos de algodão
Forma um quadro alucinante!
Ao longo de muitas milhas
Onde a vista nem alcança
Contém ilhotas e ilhas
Já o céu nos insinua
Pra que aprecie a lua,
E as estrelas brilhantes
Que em noites frias e airosas
Traz-nos imagens formosas
Com os pontinhos cintilantes.
Imensos rodamoinhos
O céu dispõe do espaço
Pra que voem os passarinhos
Os peixes no mar navegam
E as aves no céu trafegam
Pelos vales e devesa.
Enquanto esses vão voando
Os outros seguem nadando
No fluir da correnteza.
E as auroras boreais
E o mar, as ondas pomposas,
Que se aproximam do cais
No céu brilha a lua cheia
No mar decanta a sereia
Admirando o luar
É o mar expondo os cardumes
E o céu exibindo os lumes
Das estrelas a brilhar.
Pra distantes regiões
E o céu faz seus desafios
Com enormes aviões
Sem que haja sustentáculos
Vão superando obstáculos
Com grande facilidade
Enquanto o navio enfrenta
A procela e a tormenta
Em dias de tempestade.
Golfinhos e tubarões
Já o céu nos galanteia
Com suas constelações
Em noites frias ou quentes
Surgem estrelas cadentes
A riscar o firmamento
Enquanto no mar revolto
O vento irritado e solto
Traz seu fragor violento.
E o mar uma imensidão
Não sei qual o mais bonito
Mas tenho a nítida impressão
Que os dois são indispensáveis
Pra vida, e são inegáveis,
O mérito a lhes consagrar
O meu poema se encerra
Mas como seria a terra
Sem o céu e sem o mar?
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