Seguidores

Para Que Vim


Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Poesia: "O Céu e o Mar", um poema de Carlos Aires


O CÉU E O MAR

O céu com seu esplendor
O mar com sua beleza
São obras do Criador
Que engrandecem a natureza
E sem que haja desgaste
Formam um belo contraste,
E nos pensamentos meus
Iguala-se em magnitude
Contendo toda a virtude
Das grandes obras de Deus.

O mar contém formosura
Entre as suas vagas e brumas,
Quando espalha na brancura
D’areia, suas espumas,
Porém o céu com firmeza
Exibe o azul turquesa
Além do sol radiante
E as nuvens em profusão
Quais capuchos de algodão
Forma um quadro alucinante!

Se o mar tão imenso avança
Ao longo de muitas milhas
Onde a vista nem alcança
Contém ilhotas e ilhas
Já o céu nos insinua
Pra que aprecie a lua,
E as estrelas brilhantes
Que em noites frias e airosas
Traz-nos imagens formosas
Com os pontinhos cintilantes.

Se o mar tem em seu regaço
Imensos rodamoinhos
O céu dispõe do espaço
Pra que voem os passarinhos
Os peixes no mar navegam
E as aves no céu trafegam
Pelos vales e devesa.
Enquanto esses vão voando
Os outros seguem nadando
No fluir da correnteza.

O céu tem as nebulosas
E as auroras boreais
E o mar, as ondas pomposas,
Que se aproximam do cais
No céu brilha a lua cheia
No mar decanta a sereia
Admirando o luar
É o mar expondo os cardumes
E o céu exibindo os lumes
Das estrelas a brilhar.

No mar viajam navios
Pra distantes regiões
E o céu faz seus desafios
Com enormes aviões
Sem que haja sustentáculos
Vão superando obstáculos
Com grande facilidade
Enquanto o navio enfrenta
A procela e a tormenta
Em dias de tempestade.

No mar habitam baleias
Golfinhos e tubarões
Já o céu nos galanteia
Com suas constelações
Em noites frias ou quentes
Surgem estrelas cadentes
A riscar o firmamento
Enquanto no mar revolto
O vento irritado e solto
Traz seu fragor violento.

E sendo o céu infinito
E o mar uma imensidão
Não sei qual o mais bonito
Mas tenho a nítida impressão
Que os dois são indispensáveis
Pra vida, e são inegáveis,
O mérito a lhes consagrar
O meu poema se encerra
Mas como seria a terra
Sem o céu e sem o mar?

Carlos Aires

Proseando na sombra do juazeiro – Carlos Aires

Jornal Besta Fubana

Nenhum comentário:

Postar um comentário