SOBRESSER
Não chego a
ser trezentos e cinquenta,
Como Mário de Andrade, nem ecoa
Em mim a heteronímia de Pessoa,
Mas ser mais do que sou meu ser violenta.
Como Mário de Andrade, nem ecoa
Em mim a heteronímia de Pessoa,
Mas ser mais do que sou meu ser violenta.
Desbordado
de mim, já me apoquenta
Este excesso de ser, aura ou coroa,
Sobrepele, sei lá! – sobrepessoa
Que sem tollher meu eu meu ser aumenta.
Este excesso de ser, aura ou coroa,
Sobrepele, sei lá! – sobrepessoa
Que sem tollher meu eu meu ser aumenta.
Aumenta? Diminui que me embaraça
O olhar, como um reflexo na vidraça,
Jogo entre mãos e títeres, engodo
O olhar, como um reflexo na vidraça,
Jogo entre mãos e títeres, engodo
De ser
múltiplo sol, mas descontente,
Que ardo de não arder completamente,
Na dor de sobresser sem ser de todo!
Que ardo de não arder completamente,
Na dor de sobresser sem ser de todo!
Anderson
Braga Horta
Fonte: Besta Fubana
Nenhum comentário:
Postar um comentário