Como Mário de Andrade, nem ecoa
Em mim a heteronímia de Pessoa,
Mas ser mais do que sou meu ser violenta.
Este excesso de ser, aura ou coroa,
Sobrepele, sei lá! – sobrepessoa
Que sem tollher meu eu meu ser aumenta.
O olhar, como um reflexo na vidraça,
Jogo entre mãos e títeres, engodo
Que ardo de não arder completamente,
Na dor de sobresser sem ser de todo!
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