segunda-feira, 31 de julho de 2017

Zelito Nunes “Histórias de beiradeiro”, Décio e o amor de mãe


DÉCIO E O AMOR DE MÃE


José Aderço Flor  (Décio) é figura das mais expressivas do Pajeú das Flores. É o rei da rua da Baixa, do bar do Checo, bar de Tonhão e outros estabelecimentos de respeito em São José do Egito.

Grandão, tem um  coração do seu tamanho, daí ser um campeão de popularidade naquela beirada do Pajeú. Encarregado da limpeza da cidade, executa com extrema precisão as tarefas que lhe são confiadas tornando a cidade uma das mais limpas da região .

Décio trabalha como um boi de carro, mas quando larga o batente, vive toda a sua plenitude etílica. Isso tudo na companhia de Ronaldo Piquinha, Fernando Cadé, Rona Leite, Antônio de Catarina e outros mais ou menos importantes no pedaço.

Rolava outro dia, numa discussão sobre beber ou não beber, atender a pedido de mãe, de mulher,  essas mungangas de cachaceiros. Décio deu o seu  testemunho:

– Mãe me chamou num canto, um dia desses pra me dar uns conselhos sobre cachaça: “Meu filho, deixe de beber  que isso não bota ninguém pra frente não. Faça como seus irmãos, porque você não segue o exemplo deles? Acabe com essa cachaça!” Mãe, a senhora fale com Nelson Gonçalves, Lindomar Castilho e Núbia Lafayette, se eles deixarem de cantar eu deixo de beber. Pronto!

Zelito Nunes
 

Fonte: Jornal Besta Fubana

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