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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

sábado, 31 de outubro de 2015

Poesia: " A tez rara do amor brejeiro", um poema de Reinivaldo Pinheiro

Foto: Janko Moura

Esse Poema já esta musicado e vai estar no meu primeiro livro de Poesia que será lançado brevemente.

A TEZ RARA DO AMOR BREJEIRO

Eu sou como um rio que corre,
No leito do amor verdadeiro.
Com suas margens floridas,
Sentindo o cheiro das margaridas, 
Pra no espelho das águas,
Ver o rosto do meu amor primeiro.

Porque sou vida, sou pinheiro,
Meu aroma é de cangaçeiro.
Meu verso é brejeiro,
Minha fonte é natural.

Nasci nessa terra,
Sou a cana da rapadura,
Sou o taxo que o doce apura,
Sou feito da goma da mandioca,
Do baião, do mel, da tapioca,
Do piqui, da canjica, do milharal.

Venho de longe caminhando,
Vendo os abrolhos virarem flor.
Sentindo o cheiro da vida,
A cada passada que dou.

Eu tenho a alma calejada,
O juízo amadurecido.
Quanto mais o tempo passa,
Mais do clima sou favorecido.
Não abro mão da vida.
 
Finco o pé e mostro raça,
Sou o caçador, não sou a caça,
Não me sinto por nada vencido.

Quem tem a luz é o sol,
A lua é a deusa da noite clara.
Quem manda em mim, sou eu,
O coração é quem se declara,
O amor só não vem logo,
Porque sua tez é rara.


Reinivaldo Pinheiro.
Recife - Pe 06/04/2002.

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