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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Poesia: "Um pedido aos filhos meus", um poema de Carlos Aires




UM PEDIDO AOS FILHOS MEUS

Eu hoje, olhando no espelho é que me dei conta,
Que o peso dos anos fizeram-me afronta,
E que a juventude há muito eu perdi,
Partiu sem me dá a chance de evasiva ou fugas,
Deixando na face carquilhas e rugas,
Dando sinais claros que eu envelheci.
Meus passos estão muito lentos e fora de escala
Recorro ao auxílio de uma bengala,
Pra com segurança me locomover,
Mas essa é a lei da vida que a todos conduz,
Nasce, cresce, nutre-se e se reproduz,
Deixa a descendência pra depois morrer.
Meus filhos, no fluir da vida rascunhei os traços,
Conquistei vitórias, amarguei fracassos,
Tive encantamentos e desilusões,
Mas hoje, olhando o passado é que compreendo,
Que muitas pendências fiquei lhes devendo,
Isso é o que me causa tantas frustrações.
Não deixo fortunas, fazendas, ou sequer poupança,
Porém com orgulho deixo como herança,
Para que prossigam com os seus ideais,
A marca da minha humildade para ser seguida,
Os muitos conselhos e as lições de vida,
Que aprendi na infância com meus velhos pais.
Então, filhos meus, agora lhes faço um pedido,
Cuidem desse velho que já foi vencido,
Pelo tempo ingrato que sem condolência,
Causou uma enxurrada de tombos e trancos,
Meus cabelos loiros ora já estão brancos,
Enturvando o brilho da minha aparência.
Portanto, eu quero que saibam que estou coeso,
Que jamais pretendo transformar-me em peso,
Nem num embaraço que encubra a essência,
No seio das suas famílias sombreando os brilhos,
Então o que peço pra vocês meus filhos,
É bastante calma e muita paciência.
Meus filhos, aqui eu encerro esse meu poema,
E cada mensagem que passei no tema,
Servirá pra um dia na posteridade,
Vocês, lembrarem de mim, como um pai modesto,
Mas, com o nome limpo, e um passado honesto,
Que deu bons exemplos para humanidade.
Carlos Aires
Proseando na sombra do juazeiro - Jornal Besta Fubana

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