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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

domingo, 23 de agosto de 2015

Poesia: "Quando eu era criança meu mundo era diferente", um mote glosado por Valdir Teles e Geraldo Amâncio

 

Quando eu era criança
meu mundo era diferente

Valdir Teles* e Geraldo Amâncio**

Na viola eu aconselho
às crianças de hoje em dia,
que o período que eu vivia,
eu lia noutro evangelho,
tomava bênção a pai velho,
mesmo sem ser meu parente,
hoje no lugar da gente
já existe uma mudança.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.*

Já mudou a tradição,
da nossa velha morada,
não tinha mulher pelada
passando em televisão,
nem existia ladrão,
que vive assombrando a gente,
o bandido atualmente
acaba a nossa esperança.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.**

Minha vida no sertão
era de casa pra roça,
morando numa palhoça,
mamãe no pé do fogão,
não tinha cirurgião
pra curar nem dor de dente,
mas mamãe dizia a gente
tire o dente, que balança.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.*

Nesse tempo o Rio tinha
uma vida mais bondosa,
cidade maravilhosa,
que não mandava Rosinha,
o bandido da Rocinha,
comandando o ambiente,
com R 15 na frente,
toda noite tem matança.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.**

Lá não se fazia ensaio
dessas músicas de hoje em dia,
mas havia cantoria,
repentista igual um raio,
os 30 dias de maio,
rezavam diariamente,
era a santa lá na frente
e atrás a vizinhança.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.*

Minha mãe com toda fé,
fez promessa, teve zelo,
deixou crescer meu cabelo,
pra levar pra Canindé,
pagou a promessa a pé,
que era muito inteligente,
andando e passando o pente,
alisando a minha trança.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.**

Morava numa ribeira,
encostado no roçado,
perto do curral do gado,
vizinho da ribanceira,
mamãe não tinha canseira,
logo cedo no batente,
fazia papa pra gente,
do leite da vaca mansa.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.*

Eu sou duma freguesia,
que é bom que você me ouça,
se o homem ofendesse a moça,
ia pra delegacia,
tem comprimido hoje em dia,
que empata a nascer gente,
se transa diariamente
e a mulher não cresce a pança.
Quando eu era criança
meu mundo era diferente.**

Valdir Teles e Geraldo Amâncio  

Repentes, motes e glosas.

Jornal Besta Fubana

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