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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Poesia: A essência da poesia de João Paraibano


O nosso grande poeta JOÃO PARAIBANO, além dos trinta e seis anos de dupla com Sebastião Dias, também cantou ao lado de tantos outros poetas. Quem não se sentia feliz cantando ao lado dele. Hoje apresento algumas estrofes, todas de improviso, cantadas pelo nosso gênio da poesia, ao lado de tantos outros ótimos poetas.


Zé cantando eu não me acanho
Pra suas frases pequenas
Mas se voar eu corto as penas
Se correr eu lhe acompanho
Cantador do meu tamanho
Vendo você me insultar
É mesmo que um jaguar
Com um rato preso no dente
Meu chicote de repente
Tá doido pra lhe pegar.

Com Zé Viola (Bocaina-PI)

Eu com semente pilada
Fiz isca pra passarinho
Furei dedo no espinho
Cortei unha na enxada
Vesti roupa remendada
Coloquei cunha em machado
Com pó de café torrado
Fiz pó e sarei ferida
Já fiz das cenas da vida
O filme do meu passado

Com Severino Dionísio (Vitória de Santo Antão-PE)

Berra o gado nas brechas da cancela
Ruminando o facheiro que engole
Onde tem uma folha não se bole
Que nem vento tem mais soprando nela
Quem olhar pelo campo ver panela
Emborcada nas cinzas do fogão
Sem ter dentro um caroço de feijão
Pra o menino que pede à mãe chorando
São dois anos de seca gastigando
As famílias sofridas do sertão.

Com Raimundo Caetano (Solânea-PB)

Lembro a casa que foi minha morada
Que já tem rachaduras no reboco
A goteira tocando um baião rouco
Numa lata da boca enferrujada
Uma cabra sem peia, outra apeiada
Que eu tanjia de casa pra o roçado
Com o peito vazando e em cada lado
Um cabrito deitado, outro mamando
vejo o trem da saudade me levando
Ao sertão que nasci e fui criado.

Com Zé Cardoso (Encanto-RN)

Fui aos poucos perdendo a elegância
Minha estrela infantil se apagou cedo
Meu presente chegou causando medo
Meu passado perdeu-se na distância
Comparei a velhice com a infância
Mas notei a maior desigualdade
Que uma parte é amor, outra é saudade
Nunca finda do jeito que começa
Vi o tempo passando tão depressa
Que nem lembro se tive mocidade.

Com Jonas Bezerra (Iguatu-CE)

João Paraibano

Fonte: Facebook de Severino Batista

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