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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

domingo, 5 de outubro de 2014

Poesia: "Época de eleição", por Adriano Santori

comigio2
Eita, que tempo bom
A época de eleição.
Todo homem é do povo,
Não existe enganação
E quem um pobre não beije,
Ou cabra que não almeje
O bem geral da nação.
Até quem nunca riu,
Vive mostrando os dentes.
Falando alto e bonito
Dos planos mais atraentes.
E ganhando a eleição
Faz jura de coração
Não empregar seus parentes.
Trocar voto por dentadura?
Onde foi que já se viu.
Pode haver noutro canto
Não nesse meu Brasil.
Aqui só tem cabra honesto,
Nem venha fazer protesto
Da dor que nunca sentiu!
Essa tal de “Ficha Limpa”,
Ô coisa sem necessidade.
Onde foi que já se viu,
Político com falsidade?
Ache ruim quem quiser
Quase todo candidato é
Um defensor da verdade.
Não importa o salário
Ou verbas de gabinete…
Aluguel, compra de paletó,
Pinico, carro, tamborete…
Todos fazem por amor
Que tem ao seu eleitor
Para que ele se ajeite.
Às vezes me dá uma dó,
Ao ver um candidato,
Suado no meio do povo,
Clamando por um mandato,
Sujando o carro do ano,
E ainda levando cano
Do eleitor tão ingrato.
É por isso que o coitado
Fica desesperado,
Põe dinheiro na cueca,
Na meia, outro bocado.
E ainda vem a Justiça,
Com uma ruma de carniça,
Para prender o coitado.
Isso é coisa que se faça
Com um povo tão bom?
Que nem perturba a gente
Com esses carros de som…
Ah, se eu fosse o Criador
Esse pobre trabalhador
Só teria o que é bom!
Trabalharia meia hora,
E só um dia por mês.
Teria casa e transporte,
Apartamento e talvez
Vinte contas na Suíça,
Pra coisa ficar omissa
E não parar no xadrez.
Aí esse povo ingrato
Na rua, falando mal
Que o salário que ganha
É distante do ideal…
E não vê que o Senador
É sim o mais sofredor,
Na época eleitoral.
Tem que tirar do bolso
O agrado do eleitor,
Chapa, feira e cimento.
Pagar sem ser devedor.
Rogando que um devoto
Digite na urna o voto
Em prol do seu protetor.
Já o deputado amigo
Pensando em reeleição,
Sai gastando o sapato,
Apertando de mão em mão
Do eleitor mal-amado
Que quer seu voto trocado
Por emprego em repartição.
Um dia essa coisa muda,
E o candidato no jeito
Aprende a enganar o povo,
Diz no discurso perfeito,
Pretender sim, se eleger,
Mas só querendo fazer
Seu pé-de-meia bem feito.
Adriano Santori
Repentes, motes e glosas - Pedro Fernando Malta
Jornal Besta Fubana

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