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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Poesia: "Quem tem terra nem planta e nem trabalha, quem trabalha não tem onde plantar.”, um mote glosado por Oliveira de Panelas


"Quem tem terra nem planta e nem trabalha
Quem trabalha não tem onde plantar.”


Esta é a tarefa necessária,
Tem que ser nossa Pátria reformada
Ou se faz no Brasil reforma agrária
Ou a Nova República não fez nada.
Tem que haver mais semente e mais enxada
E mais espaço pro pobre trabalhar.
Qualquer um que quiser se recusar
Vai saber quanto custa uma batalha,
Quem tem terra nem planta e nem trabalha
Quem trabalha não tem onde plantar.
 
Ninguém quer a riqueza de ninguém,
Pois existe a riqueza abençoada
Mas a terra que está desocupada
Tem que ser produtiva para alguém,
Quem não tem, busca terra de quem tem,
E quem tem terra sobrando tem que dar.
Que faz medo uma raça se armar
De cacete, peixeira e de navalha
Quem tem terra não planta e nem trabalha
Quem trabalha não tem onde plantar.
 
Uma Pátria só pode está segura
Quando o povo tiver o que comer,
E o governo também compreender
Que ninguém se lamenta na fartura,
E é melhor investir na agricultura
Que fazer uma usina nuclear,
Aviões de combate militar,
Baioneta, fuzil, bomba e metralha,
Quem tem terra não planta e nem trabalha
E quem trabalha não tem onde plantar.
 
Sou também da viola um camponês,
Pois não tenho fortuna nem terreno
O espaço que tenho é bem pequeno
Talvez seja igualzinho o de vocês,
Porém quando é chegada a minha vez
Minha ânsia é gritar desabafar…
Basta ter multidão pra me escutar
Para mim já ganhei uma medalha,
Quem tem terra nem planta e nem trabalha
Quem trabalha não tem onde plantar.
 
Quando Deus fez a terra, o nosso chão,
Fez o homem pra nele viver bem,
Não passou escritura pra ninguém
Que a terra é da própria criação.
Se vocês tem da terra precisão
Esta terra é preciso conquistar,
Que ninguém é cavalo, nem muar
Pra viver de cabresto e de cangalha
Quem tem terra nem planta e nem trabalha
Quem trabalha não tem onde plantar.
 
Não senhores não pode, não aceito
Ver o homem sofrido um infeliz,
Uma grande reforma no País
É preciso fazer de qualquer jeito,
Todo homem que nasce tem direito
Um pedaço de terra pra morar,
Ou ainda é preciso apregoar
Que ninguém enche o bucho com migalha,
Quem tem terra não planta e nem trabalha
Quem trabalha não tem onde plantar.

Oliveira de Panelas

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