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Esse blog tem como objetivo difundir a Música Popular Brasileira em geral, seja ela qual for: a música do Sul, a musica do Cariri, a Pajeuzeira ou mesmo outros ritmos de regiões diferenciadas. Nasci no Sertão do Pajeú, lugar onde a poesia jorra com muita facilidade e que os Poetas do Repente cospem versos com uma precisão incrível. Sempre tive esta curiosidade de fazer postagens e construir um blog. Aliás, criar um blog é simples e rápido, mas, o difícil mesmo é mantê-lo vivo e pulsante. Uma tarefa difícil e tem que ser feita com muita dedicação e precisão, sei que às vezes agradamos a uns e desagradamos a outros; também pudera, não somos perfeitos e isso acontece em todas as áreas e campos de trabalho. E para que o blog aconteça, tenho que desafiar o meu tempo e fazer propagar até aqueles que acessam e fazem aquisições de temas no gênero da música, da poesia e outros segmentos da cultura brasileira. Não tenho a experiência de um Blogueiro profissional, mas, como se diz: “Experiência só se conquista com tempo, perseverança e dedicação”. É isso aí, espero que curtam esse espaço que faço com exclusividade para vocês.


Obs.: Do lado direito do seu monitor adicionei uma rádio (Cantigas e Cantos) com a finalidade de que você leia e ao mesmo tempo ouça uma seleção musical exclusivamente feita por mim. Também inserí fotos Antigas da Capital da Poesia (S. José do Egito), fotos retiradas do Baú do Jornalista Marcos Cirano.


Texto: Gilberto Lopes

Criador do Blog.

domingo, 23 de março de 2014

Poesia: "Muda o traje da natura, quando chove no Sertão", por Antônio Carneiro


“MUDA O TRAJE DA NATURA
QUANDO CHOVE NO SERTÃO”
Mote: Autoria de Antônio Carneiro

Na moita da catingueira
Canta belo uma Perdiz
Um Xexéu trança feliz
A palha da Bananeira.
No verdor da Aroeira
Se apresenta um Azulão
E a cantiga do Carão
Supera na partitura
MUDA O TRAJE DA NATURA
QUANDO CHOVE NO SERTÃO.


Na primeira trovoada
A água desce na grota
No baixio uma Garrota
Amanhece atolada.
A água dá de lapada
Na pedra do ribeirão
No leito do cacimbão
Acaba com a rachadura
MUDA O TRAJE DA NATURA
QUANDO CHOVE NO SERTÃO.


Um trovão cedo estremece
Parece que a nuvem racha
E Deus da brecha despacha
Aquele que fez a prece.
Um roceiro amanhece
Levado pela emoção
Com a mochila na mão
Semeia na sepultura
MUDA O TRAJE DA NATURA
QUANDO CHOVE NO SERTÃO.


Uma Formiga correndo
Pra boca do formigueiro
Um Galo sobe ao poleiro
Um trovão estremecendo.
A água vai escorrendo
Fazendo rastro no chão
Parece Deus com a mão
Lidando na agricultura
MUDA O TRAJE DA NATURA 
QUANDO CHOVE NO SERTÃO.


A rama do maxixeiro
Se mistura a Jitirana
Gerimum, cana caiana 
Se apoiam no fueiro.
No carro desse carreiro
Tem milho,sorgo e feijão
Toca notas no cocão
No carro 'chei' de fartura
MUDA O TRAJE DA NATURA
QUANDO CHOVE NO SERTÃO.


Se despede um Sabiá
No garrancho da Jurema
Se esconde a Seriema
Pra coivara vai Preá.
Numa vara um Mangangá
Pra o buraco vai Furão
Quando ecoa um trovão
Roncando na nuvem escura
MUDA O TRAJE DA NATURA 
QUANDO CHOVE NO SERTÃO.


Poeta Antônio Carneiro

CANTIGAS E CANTOS

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