terça-feira, 30 de julho de 2013

Mote: ''Paixão crônica é um vírus resistente Que não tem tratamento imediato'', por Mariana Teles


















 ''Paixão crônica é um vírus resistente
Que não tem tratamento imediato''

Das paixões clandestinas fui curada
E por acaso de um caso, eu fui vencida
Quando eu vi carne e unha dividida
Vi também minha alma ser rachada
''Inda'' guardo o replay da madrugada
Do suor da paixão, do amor do ato
E mesmo sem ser por foto eu vejo o fato
Da saudade rasgando a minha mente
''Paixão crônica é um vírus resistente
Que não tem tratamento imediato''

O seu rosto se expõe na minha tela
Mesmo quando eu não quero eu lhe encontro,
E na dúvida do próximo reencontro
Não consigo encontrar certeza nela,
Se eu não posso ir a porta de capela
Assinar união, cumprir contrato
Vou fazer da história anonimato
E me esconder das conversas de batente
''Paixão crônica é um vírus resistente
Que não tem tratamento imediato''

Fui da fila do SUS a Unimed
Mas a dor do meu peito achou a alma
E nem receita do hospital do Trauma
O meu trauma de amor de súbito mede,
Necessário se faz que o peito hospede
Uma espécie de ausência sem contato
E eu vou com o INCOR fechar contrato
Para ser sua única paciente
''Paixão crônica é um vírus resistente
Que não tem tratamento imediato.''

Mais de dez comprimidos vou tomando
Arriscando um efeito a todo custo
O meu baque foi forte que o susto,
Mesmo antigo inda está me incomodando
Quando eu vi o meu nome encabeçando,
Os arquivos das ex de amor ingrato,
Vi um choro engasgado e o seu retrato,
Resgatando o passado no presente,
''Paixão crônica é um vírus resistente
Que não tem tratamento imediato.''


*Mote retirado do final de um estrofe de Raimundo Nonato.

Mariana Teles

Fonte: Facebook (Linha do tempo da poetisa)

Cantigas  e Cantos

Nenhum comentário:

Postar um comentário